Cirurgiões-dentistas aderiram a uma paralisação dos atendimentos de urgência e emergência no Pronto Socorro Municipal de Corumbá, cidade distante a 413km de Campo Grande. Segundo os organizadores da manifestação, a categoria reclama da falta de reajuste para os profissionais e do não pagamento do adicional noturno.

pronto socorro de corumba
Atendimentos de emergência dos dentistas foram paralisados em Pronto Socorro de Corumbá (Foto: Divulgação)

Ao todo, 18 profissionais aderiram à paralisação. O sindicato alega que a categoria está insatisfeita com a Prefeitura de Corumbá pela falta de reajuste nos plantões desde 2012. Além disso, a prefeitura não estaria efetuando o pagamento do adicional noturno de 20%, que está previsto em lei para o serviço, e os valores pagos para o plantão eventual são inferiores à hora clínica paga no salário-base.

A suspensão segue sem previsão de retorno para os atendimentos de emergência, das 18h às 6 horas da manhã. Também não haverá atendimento aos sábados e domingos durante todo o dia.

Segundo o sindicato, uma média de 450 atendimentos são realizados mensalmente pelos cirurgiões-dentistas plantonistas do pronto-socorro de Corumbá, com pelo menos, 800 procedimentos.

Diálogo

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o diálogo com a categoria sempre foi mantido. Além disso, a prefeitura informou, por meio de nota, que está estudando a possibilidade de viabilizar um reajuste no valor pago pelo plantão dos profissionais.

Para que não haja prejuízo no atendimento à população, a prefeitura esclareceu que convocará os servidores para se manifestar quanto ao interesse ou não de realizar o serviço, caso contrário, serão convocados dentistas selecionados no processo seletivo simplificado.

Porém, o presidente do Sindicato dos Odontologistas do Mato Grosso do Sul, David Chadid Warpechowski, ressalta, em entrevista ao Primeira Página, que nenhuma reunião foi marcada oficialmente com a categoria.

“De maneira oficial, o prefeito não apresentou até o momento nem um horário de reunião sequer, não tem uma proposta por escrito por parte do prefeito. Ele soltou uma nota, que fala que sempre estiveram abertos ao diálogo, que estão tendo um estudo para atualização dos valores, mas absolutamente nada foi apresentado e não há nenhum diálogo nesse sentido, não há uma reunião marcada”, ressalta Warpechowski.

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