Enfermeiros podem implantar DIU, diz Ministério da Saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, DIU é seguro, eficaz, tem duração de 5 a 10 anos e é ofertado gratuitamente na Atenção Primária à Saúde do SUS.

Para tentar por fim à polêmica envolvendo médicos e enfermeiros, o Ministério da Saúde divulgou nota técnica com informações sobre a ampliação da disponibilidade de DIU (dispositivo intrauterino) no SUS (Sistema Único de Saúde). O documento orienta a colocação e retirada desse método contraceptivo por enfermeiras e enfermeiros, além dos médicos, que já realizam o procedimento.

O DIU é seguro, eficaz, tem duração de 10 anos e é ofertado gratuitamente na Atenção Primária à Saúde do SUS. (Foto: Laísa Queiroz/MS)
O DIU é seguro e eficaz (Foto: Laísa Queiroz/MS)

O documento enfatiza a importância desses profissionais na estratégia de ampliação do acesso ao DIU. A saúde reprodutiva das pessoas com útero é uma pauta prioritária do governo federal.

Segundo a coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher, Mônica Iassanã, a nova nota técnica viabiliza que estados e municípios possam fortalecer as ações para inserção e retirada do DIU, possibilitando que haja ampliação do acesso à contracepção reversível de longa duração.

De acordo com o Ministério da Saúde, DIU é seguro, eficaz, tem duração de 5 a 10 anos e é ofertado gratuitamente na Atenção Primária à Saúde do SUS.

Juliana Wahl, consultora técnica da Coordenação de Atenção à Saúde da Mulher, considera a publicação do documento um avanço.

Segundo ela, evidências científicas mostram que médicos e enfermeiros são profissionais que, quando capacitados, podem realizar de forma segura a inserção e retirada do DIU.

Para ela, ampliar a perspectiva do número de profissionais a serem capacitados e também ampliar o acesso ao aconselhamento sobre todos os métodos contribuirá para a efetivação dos direitos reprodutivos das pessoas.

Pelo documento, a Atenção Primária à Saúde tem como papel oferecer acesso a diversos métodos de contracepção, assim como informações e orientações, respeitando a autonomia e a individualidade das pessoas.

Da mesma forma, a Atenção Especializada do SUS deve promover acesso, especialmente no que diz respeito à contracepção secundária após eventos obstétricos (pós-parto e pós-aborto).

O treinamento dos profissionais da enfermagem tende a resultar em sucesso nas inserções do dispositivo intrauterino, além de reforçar o acesso a essa escolha contraceptiva.

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