Enfermeiros: pesquisa revela baixa realização profissional em MS

Enfermeiros estão exaustos e esgotados mentalmente. É o que aponta a pesquisa “Análise do ambiente de trabalho e Burnout entre enfermeiros, técnicos e auxiliares em instituições brasileiras”, do IQG (Instituto Qualisa de Gestão). 

Passeata dos enfermeiros
Passeata da Enfermagem da Santa Casa de Campo Grande ocorrida no dia 20 de setembro deste ano. (Foto: Ariovaldo Dantas)

O estudo entrevistou cerca de 1,5 mil profissionais da área da enfermagem de seis entidades de saúde públicas e privadas de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas, entre dezembro de 2020 e junho de 2021.

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Além da classe enfrentar um cenário de desvalorização pela suspensão do STF (Supremo Tribunal Federal) da lei do Piso Salarial e de vulnerabilidade durante a pandemia, também lidam com ansiedade e desmotivação no âmbito de trabalho nos hospitais brasileiros. 

Conforme o estudo, o sentimento de baixa realização profissional chegou a 69,1% dos entrevistados. 

Enfermeiros passeata
Profissionais da saúde querem reajuste salarial. (Foto: Ariovaldo Dantas)

O resultado é somado aos 18% dos profissionais que sofrem pressão da atividade aumenta a incidência de risco de Burnout – um tipo de distúrbio mental que causa sentimento de desconexão entre corpo e alma – relacionado à exaustão emocional no ambiente de trabalho. 

Ambiente de trabalho ruim

A pesquisa também indicou que o ambiente de trabalho tem impactos importantes no bem-estar do profissional: se ele for desfavorável, os enfermeiros podem desencadear processos importantes de estresse, resultando em esgotamento. 

O instituto destacou as características do ambiente de trabalho que interferem negativamente no cenário atual: 

  • déficits no quadro de pessoal por altos índices de rotatividade e absenteísmo
  • duplo emprego
  • alta carga de trabalho
  • presença de riscos ocupacionais
  • elevada carga mental e sofrimento pela morte de pacientes com o constante aumento da complexidade de tarefas e do ambiente
  • esquema de trabalho em turnos
  • violência ocupacional
  • longas jornadas de trabalho
  • falta de reconhecimento profissional

Piso Salarial 

A implantação do Piso Nacional da Enfermagem foi suspensa em todo o Brasil depois da decisão do STF.

Por 7 votos a 4, a maioria dos ministros referendou a liminar de Luís Roberto Barroso em favor da suspensão até que sejam apresentadas informações sobre o impacto econômico da medida. Aprovada em julho e sancionada em agosto, a lei 14.434/2022 fixou piso salarial mínimo de R$ 4.750 para os enfermeiros. 

Técnicos em enfermagem devem receber 70% desse valor (R$ 3.325), e auxiliares de enfermagem e parteiros, 50% (R$ 2.375).

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