Gripe dispara em Cuiabá e leva mais de 2 mil pessoas à internação
Casos de gripe cresceram mais de 1.000% em um ano e passaram a liderar as internações por doenças respiratórias na capital.
Mais de 2 mil pessoas precisaram ser internadas em Cuiabá ao longo de 2025 por causa de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), segundo dados da Vigilância Epidemiológica do município. O levantamento revela que, apesar da redução dos casos de Covid-19, a gripe e outros vírus respiratórios passaram a liderar o impacto sobre o sistema hospitalar. O cenário está associado principalmente à baixa cobertura vacinal contra a influenza.

Ao todo, foram registrados 2.052 casos de SRAG hospitalizados entre as semanas epidemiológicas 01 e 53 de 2025. Desse total, 1.386 internações ocorreram entre moradores de Cuiabá, enquanto 666 pacientes eram de outros municípios, o que evidencia a pressão regional sobre a rede pública de saúde da capital.
Influenza supera a Covid em impacto hospitalar
Os dados mostram que a influenza A e B foi responsável por 322 internações por SRAG, com 20 óbitos registrados ao longo do ano. Já a Covid-19 somou 159 internações hospitalares, com 16 mortes, confirmando uma mudança no perfil das doenças respiratórias mais graves em circulação no município.
Na comparação com 2024, os casos de Covid-19 apresentaram queda de quase 65%, enquanto as notificações de influenza entre residentes de Cuiabá dispararam mais de 1.000%, passando de 135 para 1.491 casos em apenas um ano.
Crianças e idosos mais afetados
Entre os casos de influenza registrados em 2025, crianças de 0 a 6 anos foram as mais atingidas, com 838 notificações, seguidas pela faixa etária de 15 a 59 anos, com 446 casos. Já os idosos concentram a maior parte dos óbitos associados às complicações da gripe.
As investigações epidemiológicas apontam que, entre os idosos que morreram por influenza em Cuiabá, nenhum apresentava registro de vacinação contra a gripe há pelo menos um ano antes do óbito, reforçando o papel da imunização como fator decisivo para evitar desfechos graves.
Outro ponto de atenção é o avanço do vírus sincicial respiratório (VSR), que acumulou 500 casos notificados em 2025. A grande maioria ocorreu em crianças de até 6 anos, grupo considerado mais vulnerável às complicações respiratórias causadas pelo vírus.
Mesmo com a redução da Covid-19, o cenário segue preocupante. A taxa de mortalidade entre pacientes residentes de Cuiabá internados por SRAG chegou a 6,9%, considerando todas as causas respiratórias graves analisadas.
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