Hospital Militar é parcialmente interditado por irregularidades em MT
Os fiscais encontraram 194 irregularidades críticas na unidade. Segundo a avaliação da Vigilância, a situação oferece riscos tanto os trabalhadores como os usuários dos serviços prestados.
O departamento de Vigilância Sanitária, vinculado à Secretaria de Saúde de Cuiabá, multo e interditou o Hospital Militar do Estado, de acordo com ofício circular publicado nessa quarta-feira (8). O valor da multa é de R$ 157,9 mil, por diversas irregularidades encontradas.

Os fiscais encontraram 194 irregularidades críticas na unidade. Segundo a avaliação da Vigilância, a situação oferece riscos tanto os trabalhadores como os usuários dos serviços prestados.
Foram apontadas irregularidades consideradas gravíssimas no auto de infração, que foi publicado no Diário Oficial que circulou nessa quarta-feira (8). A fiscalização ocorreu entre os dias 17 e 19 de maio.
Entre as irregularidades encontradas estão falta de limpeza, espaço físico danificado e presença de medicamentos com validade vencida.
Durante a inspeção foi identificado que o espaço não possui nenhum documento exigido para o funcionamento de um hospital, como alvará sanitário vigente e certificado de regularidade técnica emitido pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), além de não ter relatório de normas e rotinas, alvará de prevenção de incêndio, entre outros.
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Em todas as instalações foram identificados pontos falhos. Nos consultórios os móveis estavam danificados, janelas e portas enferrujadas e os medicamentos, disponíveis em amostra grátis, estavam com validade expirada.
O relatório informa ainda que no centro cirúrgico havia objetos utilizados em procedimentos anteriores, além de estarem expostos sem nenhum cuidado. A lixeira também estava cheia, com resíduos jogados sem proteção.
A fiscalização ainda pontuou que os fármacos não possuem rótulos de identificação e alguns já estavam abertos, com conservação comprometida. O relatório da fiscalização apontou que o setor de internação estava em pior estado, com banheiros sujos, com ralos sem vedação, instalações destruídas por umidade e mofo.
A administração do hospital tem 45 dias para resolver as irregularidades apontadas no espaço. A fiscalização ocorreu depois e uma denúncia feita à Ouvidoria da SMS.
Segundo a assessoria da Polícia Militar, hospital, apesar do nome, não é gerido pela PM e nem pelo Governo do Estado, ele é administrado por um grupo de militares aposentados.
O Primeira Página não conseguiu contato com o representante dos policiais aposentados.
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