Infectologista faz alerta para doenças mais transmitidas no Carnaval

Período de muita festa também pode trazer preocupação e danos à saúde

O Carnaval favorece o aumento de determinadas patologias, principalmente por algumas situações comuns durante a folia. A aglomeração de pessoas, muita exposição ao sol, calor, chuva, má alimentação, falta de higiene, beijo na boca e relação sexual desprotegida são portas de entrada para doenças.

carnaval rua 2020
Carnaval de rua (Foto: Reprodução)

Assim, nesta época do ano, centenas de pessoas são acometidas por males como doenças respiratórias virais, conjuntivites, doença do beijo (Mononucleose), hepatites e outras IST’s.

Conjuntivite

A conjuntivite é muito comum durante o Carnaval por conta da aglomeração de pessoas em um único lugar. Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. Ela pode ser causada por reações alérgicas a poluentes e substâncias irritantes ou por vírus e bactérias. Nesses casos, a doença é contagiosa e pode ser transmitida pelo contato direto com as mãos, com a secreção ou com objetos contaminados.

Gripe e outras viroses

A aglomeração de pessoas e a baixa imunidade facilitam a transmissão das doenças de via respiratória como a gripe e outras viroses. Por isso, o ideal é que o folião beba bastante água para manter o corpo hidratado e alimente-se bem, evitando comer besteiras ou ficar durante longos intervalos sem ingerir alimento.

Mononucleose infecciosa

A “Doença do beijo” é o termo popular para a doença Mononucleose Infecciosa, causada por um vírus da família herpes vírus, chamado de Epstein Baar Vírus. É uma doença transmitida por gotículas e por secreções sexuais com maior incidência na população jovem e adulta.

Segundo a médica infectologista Ellen Dellaspora, a doença pode ser assintomática ou desencadear sintomas como febre, odinofagia (dor ao engolir) com placa esbranquiçada ou cinza-esverdeada em amígdalas, linfonodomegalia cervical simétrica, fadiga e mal-estar.

Ellen Dellaspora Infectologista
Infectologista Ellen Dellaspora (Foto: Arquivo pessoal)

“Os sintomas duram, em média, duas semanas, mas a fadiga pode perdurar por meses. Na fase aguda da doença, pode-se utilizar medicamentos sintomáticos com anti-inflamatórios não esteroidais e analgésicos comuns na vigência de dor e/ou febre”, explica.

Infecções sexualmente transmissíveis

O sexo desprotegido, principalmente entre os jovens, tem um aumento significativo durante o Carnaval – mesmo com todas as campanhas de conscientização sobre o sexo seguro e as diversas infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) causadas por vírus, bactérias, parasitas ou outros microrganismos. As IST’s mais comuns são gonorreia, hepatite A, Hepatite B, Hepatite C, Sífilis, Herpes genital, HPV e HIV.

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