Iniciativa inédita fortalece a saúde de mulheres ribeirinhas e pescadoras

Estratégia Mais Saúde para as Mulheres das Águas, criada para fortalecer o cuidado com pescadoras artesanais, mulheres ribeirinhas e populações costeiras e marítimas.

Em uma ação inédita voltada à ampliação do acesso à saúde em territórios tradicionais, os ministérios da Saúde e da Pesca e Aquicultura lançaram, nesta terça-feira (2), a estratégia Mais Saúde para as Mulheres das Águas, criada para fortalecer o cuidado com pescadoras artesanais, mulheres ribeirinhas e populações costeiras e marítimas.

O anúncio foi feito em Itapissuma, no litoral norte de Pernambuco. A iniciativa atende a uma demanda histórica apresentada por lideranças femininas desses territórios, que reivindicam equipes de saúde estruturadas para atuar em regiões onde o deslocamento é fluvial e as condições de trabalho das mulheres são específicas e, muitas vezes, invisibilizadas.

Pescadores durante navegação no Rio Paraguai, em Corumbá
Pescadores durante navegação no Rio Paraguai, em Corumbá. (Foto: Álvaro Rezende/GovMS)

O ministro Alexandre Padilha destacou que a realidade das comunidades ribeirinhas exige modelos de atendimento diferenciados. “As necessidades de saúde aqui não são as mesmas de uma grande cidade. É preciso ter equipes preparadas para a realidade das mulheres que vivem e trabalham nas águas”, disse.

O Mais Saúde para as Mulheres das Águas prevê investimento progressivo para estruturar e ampliar as Equipes de Saúde da Família Ribeirinha, que são responsáveis por levar a Atenção Primária à Saúde a regiões de difícil acesso.

Para 2026, estão previstos R$ 33,8 milhões com a mudança de tipologia de 72 equipes. Até 2028, com novas habilitações, o valor poderá ultrapassar R$ 260 milhões.

A mudança permitirá aumentar em até 50% o número de profissionais, reforçar a logística e modernizar equipamentos, além de atualizar os incentivos financeiros destinados aos municípios.

As equipes ribeirinhas — compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e outros profissionais, como psicólogos e nutricionistas — são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) em comunidades onde a única forma de acesso é por rios e igarapés.

Para garantir presença constante, os municípios podem solicitar apoio financeiro para instalar pontos de apoio fixos, utilizados como base de atendimento, além da aquisição de embarcações e veículos para deslocamento das equipes.

Com a nova estratégia, o governo federal pretende reduzir desigualdades e fortalecer o direito à saúde das mulheres que vivem das águas — muitas delas responsáveis pelo sustento familiar e fundamentais na preservação das tradições das comunidades ribeirinhas.

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