Inspeção na saúde: Conselhos apontam falta de profissionais qualificados em Cuiabá

Inspeção foi realizada pelo Ministério Público, através do Gaec, em conjunto com o CRM e CRF.

Presentes na inspeção realizada nesta terça-feira (6), em unidades de saúde de Cuiabá, o CRM (Conselho Regional de Medicina) e o CRF (Conselho Regional de Farmácia) participaram da ação em conjunto com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso. A inspeção apurou denúncias de ausência de medicamentos e insumos nas unidades municipais e quadro insuficientes de médicos.

Inspeção foi realizada pelo MP e contou com a participação do CRM e CRF. (Foto: Reprodução)
Inspeção foi realizada pelo MP e contou com a participação do CRM e CRF. (Foto: Reprodução)

A vice-presidente do CRF-MT, Cristina Reis, disse que o conselho promoveu uma ampla fiscalização nas unidades de saúde de Cuiabá, no ano de 2021. O relatório apontou inúmeras irregularidades. Todo o documento foi encaminhado ao Ministério Púbico. Agora, o CRF foi convidado a participar da fiscalização conjunta.

“Agora, o Ministério Público nos convidou para uma fiscalização conjunta com o CRM nas unidades de saúde de Cuiabá, em virtude das reclamações sobre ausência de medicamentos, problemas de estoque e falta de profissionais. Essa fiscalização está acontecendo e vai gerar um novo relatório que será entregue ao MP para adoção das medidas cabíveis, destacou a vice-presidente.

A presidente do CRM, Lúcia Helena Barboza Sampaio, disse que participou da inspeção nas unidades de saúde. Segundo ela, há uma denúncia constante sobre falta de pagamento dos honorários por parte das empresas terceirizadas que atuam na Prefeitura de Cuiabá. Ressalta também que há denúncia de atraso no pagamento de benefícios prometidos pelo município.

Inspeção na saúde: PSMC antigo
O antigo Pronto Socorro de Cuiabá foi uma das unidades inspecionadas. (Foto: reprodução)

A presidente pontuou que o CRM foi alertado sobre a falta de qualificação dos médicos plantonistas, por exemplo, um pediatra acaba sendo substituído por um profissional sem a especialidade. “Isso gera insegurança na população. Acredito que isso pode ser resolvido caso a gestão tenha uma conversa com a empresa que ganhou a licitação”, disse.

O outro lado

A SMS reconhece que este tipo de inspeção é uma prerrogativa do Ministério Público e reforça que todos os coordenadores das unidades, bem como os secretários das pastas estão à disposição para quaisquer esclarecimentos.

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