Laudo aponta que jovem morta em lipoaspiração teve embolia e hemorragia

De acordo com os primeiros exames da Politec, esses fatores podem ter ocasionado a morte da estudante

Um laudo preliminar da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica ) apontou que estudante de Optica e Optometria, Thayane Oliveira Sousa Leal, de 35 anos, que morreu após complicações de uma cirurgia plástica, na semana passada, teve embolia pulmonar e hemorragia durante o procedimento.

A assessoria do hospital informou que só vai se manifestar após a emissão do resultado oficial da necropsia.

Thayane tinha 35 anos e morreu após lipoaspiração. (Foto: Reprodução)
Thayane tinha 35 anos e morreu após lipoaspiração. (Foto: Reprodução)

De acordo com a Politec, os primeiros exames apontaram que a causa direta da morte pode ter sido embolia pulmonar e hemorragia intensa.

Embora, esse seja o laudo inicial, ainda haverá estudos para identificar os mecanismos e causas antecedentes por meio de histopatologia, que é o estudo dos tecidos humanos.

Relembre o caso

De acordo com a Polícia Civil, por volta das 14h, do dia 23 de outubro, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para atender uma ocorrência de liberação de cadáver. 

Ao chegar no local, foi constatado que se tratava de uma mulher que fez um procedimento de lipoaspiração no Hospital Valore e após a cirurgia teve complicações, sendo levada a outro hospital, acompanhada do anestesista e do cirurgião assistente.

Foram realizadas manobras de reanimação, mas Thayane não resistiu. 

Em nota, o Hospital Valore lamentou a morte e informou que “a paciente em questão seguiu todos os protocolos de segurança estabelecidos e recebeu o atendimento necessário em sua totalidade”. A unidade ainda afirma que possui toda a infraestrutura necessária para atender eventuais intercorrências médicas.

Essa não é a primeira morte após procedimentos realizados no Hospital Valore. Em 2021, Keitiane Eliza da Silva morreu aos 27 anos, após cirurgia plástica. A jovem realizou quatro procedimentos estéticos, passou mal, foi socorrida e morreu em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No mesmo ano, a família da vítima registrou um boletim de ocorrência, apontando negligência médica. O advogado da família alegou que o hospital não teria condições de realizar procedimentos, por não possuir UTI. 

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