Lote de água mineral é interditado pela Anvisa por suspeita de contaminação
A interdição é cautelar, ou seja, uma medida preventiva adotada enquanto o caso é apurado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (2) a interdição cautelar de um lote da água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa após a detecção de coliformes totais em uma análise microbiológica.

Conforme a determinação, a medida atinge exclusivamente o lote 110426L5, fabricado pela empresa GEPF Agro Indústria Ltda.
Segundo a Anvisa, uma amostra do produto apresentou resultado insatisfatório em teste microbiológico, com presença de coliformes totais em 250 mL de água.
O laudo, conforme a Anvisa, foi feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro.
A interdição é cautelar, ou seja, uma medida preventiva adotada enquanto o caso é apurado. O lote atingido não pode ser comercializado durante a vigência da medida.
Confira a Resolução 3.441/2026 no Diário Oficial da União (DOU).
Empresa se posicionou
À reportagem do g1, a GEPF Agro Indústria, fabricante da Água Mineral Natural Vitoriosa, afirmou que uma contraprova realizada em julho teve resultado satisfatório para coliformes totais e que os testes para outros parâmetros microbiológicos, como E. coli, enterococos e P. aeruginosa, também apresentaram resultado satisfatório.
A empresa diz, ainda, que recolheu preventivamente o restante do lote e que uma nova análise, chamada de prova testemunha, está prevista para 8 de setembro.
Confira na íntegra:
“A GEPF Agro Indústria Ltda., empresa produtora e envasadora da Água Mineral Natural Vitoriosa, vem a público prestar esclarecimentos sobre os procedimentos fiscais referentes ao lote nº 110426L5, com validade até 11/04/2027.
A empresa afirma operar de acordo com os padrões de qualidade e higiene exigidos pela legislação sanitária e diz realizar análises físico-químicas e microbiológicas diárias dos lotes produzidos.
Segundo a GEPF, a Vigilância Sanitária coletou amostras do lote em 4 de maio de 2026. A análise fiscal inicial apontou resultado insatisfatório para coliformes totais, mas, de acordo com a empresa, os testes para rotulagem, parâmetros físico-químicos e microrganismos como E. coli, enterococos e P. aeruginosa tiveram resultado satisfatório.
A empresa afirma que recolheu e reteve preventivamente o lote remanescente no mercado. Também informa que pediu uma perícia de contraprova, realizada em 27 de julho, cujo resultado teria sido satisfatório para coliformes totais.
A GEPF contesta ainda aspectos do procedimento laboratorial da análise inicial e afirma ter identificado condições que poderiam, segundo a empresa, favorecer contaminação cruzada das amostras.
O processo administrativo segue em andamento. Uma nova análise, chamada de prova testemunha, está prevista para 8 de setembro de 2026.
A empresa afirma que seus produtos cumprem as normas sanitárias e diz que adotará as medidas administrativas e judiciais que considerar cabíveis.”
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