Mãe de 4 filhas pede ajuda para custear tratamento da caçula, que enfrenta perda de visão e memória

Diagnosticada com hipoplasia congênita dos nervos oculares, deficiência intelectual e TEA, menina precisa de ajuda para custear viagem e tratamento.

A família da pequena Rebeca Vitória Leoratto Costa, de 8 anos de idade, se mobilizou nas redes sociais para arrecadar fundos para o tratamento de saúde da filha, diagnosticada com hipoplasia congênita dos nervos oculares, doença que compromete a visão. Uma viagem para realização de exames e tratamento está marcada para dia 15 de outubro em Goiânia (GO), mas a família cuiabana precisa de recursos.

primeira pagina 2026 09 30T173933.053

Ao Primeira Página, a mãe de Rebeca, Cleiciane Leoratto de França Costa, de 35 anos, conta que, além da condição no olho esquerdo, a filha também foi diagnosticada com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA) e desde então tem apresentado dificuldades no desenvolvimento.

Segundo laudo médico, Rebeca apresenta dificuldade na comunicação verbal, em iniciar e manter trocas de turno, em entender e se adequar aos diversos contextos sociais, sendo totalmente dependente para as atividades básicas e instrumentais da vida diária.

“Observo ainda limitação cognitiva com dificuldade na capacidade de abstração, juízo, noção de tempo e espaço e tomada de decisão esperadas para essa faixa etária, bem como interesses restritos, brincar pouco funcional, sintomas sensoriais e comportamentos repetitivos que atrapalham a dinâmica diária”, diz trecho do laudo.

O especialista que avaliou Rebeca recomendou que a criança passasse por terapias para melhorar a qualidade de vida e evoluir nos quadros clínicos, como acompanhamento com psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapia e outras para aquisição de habilidades e tratar os déficits e limitações.

“Por isso o tratamento se faz URGENTE e poderá necessitar de adequação conforme o desenvolvimento de Rebeca”, conclui o laudo.

O documento, porém, foi emitido em 2023, e desde então a família não conseguiu avançar nas terapias para a menina. Doméstica, a mãe de Rebeca conta que além da caçula também tem outras três filhas. Provedor casa, o marido trabalha em um posto de combustíveis.

“O salário mal dá para as despesas da casa. Manter uma casa com 4 crianças não e fácil. Não recebo nenhum tipo de benefício”, desabafa Cleiciane.

Problemas oftalmológicos e uma saga em busca de respostas

A mãe de Rebeca, conta que durante a gestação não foi identificado nenhum tipo de situação de saúde na filha. Após o nascimento, também não foi identificado nenhum tipo de problema no olho e os exames dos primeiros meses de vida atestaram tudo em ordem.

“Quando ela foi completou um ano, percebi que toda vez que ela adoecia, a pálpebra do olho dela descia. Levei ela no hospital geral, a médica falou que não tinha nada no olho dela. Me mandaram para casa. Com o passar do tempo, a pálpebra desceu de vez. Percebi que o olho dela foi ficando estrábico e teve um dia que a pálpebra do olho parou”, conta a mãe.

Novas consultas médicas foram realizadas e uma médica alertou Cleiciane de que a filha poderia ficar cega. Em consulta particular com uma neurologista foi constatado que Rebeca tinha paralisia dos nervos do olho esquerdo. A causa, porém, não foi identificada.

Em 2022 foi feita a primeira cirurgia no olho, em tentativa para salvar a visão de Rebeca. Após o procedimento a perda da visão foi estabilizada. No entanto, o que preocupa a família e os médicos são manchas de sangue que surgiram no órgão, constatadas por meio de uma ressonância.

O foco no momento é descobrir as causas do aparecimento das manchas e tentar reverter o quadro.

Por indicação médica uma consulta foi marcada em especialista em Goiânia, para que, além da questão da visão, a família também tenha acesso a outros exames, já que a criança também tem apresentado problemas de memória.

“A Rebeca teve atraso de fala. Ela foi falar com 6 anos de idade. Agora ela vai fazer 9 anos e ainda não sabe ler e escrever. Ela não lembra o que aconteceu ontem, mas lembra o que aconteceu há um ano atrás. Se você perguntar quantos anos ela tem, ela vai olhar para mim, para responder por ela”, diz a mãe.

Dificuldades na rotina e no desenvolvimento

Além dos prejuízos à saúde física em consequência do quadro oftalmológico e mental, a mãe de Rebeca se preocupa com o fato de que a filha não socializa.

“Ela tem uma amiguinha na rua de casa, que ela brinca só com ela, que tem 6 anos de idade. Na escola também ela só tem uma amiguinha na sala de aula. Ela tem a Cad que cuida dela e a professora. Ela não se socializa com outras crianças”, comenta.

Outro ponto é a dificuldade de lidar com dores, ao cair e se machucar, tem didifuclades para dormir, chora e se machuca.

“Eu recebo muitas críticas, mas não quero dar golpe em ninguém, eu só peço ajuda para o tratamento dela, eu amo minha filha, Deus me deu ela e eu faço o que for possível por ela, eu penso no futuro que ela tem pela frente”, diz.

Vaquinha solidária

Diante disso, a família pede ajuda em forma de vaquinha solidária para auxiliar nos custos com tratamento médico, exames e a viagem para a pequena Rebeca.

Interessados em contribuir a chave Pix é: 03525231156.

Telefone para contato da família caso queira ajudar de outras formas: 65999550027

primeira pagina 2026 09 30T173943.398

FALE COM O PRIMEIRA PÁGINA

Para falar com a redação do Primeira Página em Mato Grosso, clique aqui. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.

Leia também em Saúde!

  1. UBS Jardim Vitoria

    Unidade de saúde alaga após chuva forte e suspende consultas e exames em Cuiabá

    UBS do Jardim Vitória, em Cuiabá, suspendeu consultas e exames após alagamento....

  2. VACINAÇÃO

    Shopping e USFs recebem plantão de vacinação neste sábado

    Precisa tomar vacina? Quatro locais em Campo Grande estarão abertos, neste sábado...

  3. WhatsApp Image 2026 10 15 at 14.08.48

    Unimed reinaugura Clínica Multidisciplinar do Jardim Cuiabá

    Unimed reinaugura Clínica Multidisciplinar do Jardim Cuiabá ...

  4. Morcegos com suspeita de raiva são recolhidos pelo CCZ. (Foto: Tatiane Dombroski/Sesa/Ilustrativa)

    Campo Grande chega ao 14º caso positivo de raiva em morcegos; CCZ faz alerta

    Mias um morcego testou positivo para a raiva em Campo Grande e...