Medicamento injetável contra o HIV pode chegar ao SUS até o fim do ano
Cabotegravir é aplicado a cada dois meses, mas a oferta na rede pública ainda depende da avaliação da Conitec e da decisão do Ministério da Saúde.
O Sistema Único de Saúde (SUS) pode começar a oferecer até o fim deste ano uma nova opção para prevenir o HIV. O cabotegravir é uma forma injetável da profilaxia pré-exposição, conhecida como PrEP, e pode ser aplicado a cada dois meses.
A oferta, porém, ainda não está confirmada. O Ministério da Saúde deve encaminhar o pedido de incorporação à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por analisar a eficácia, a segurança, os custos e o impacto da tecnologia na rede pública. A decisão final caberá ao ministério.
O governo também negocia com a fabricante o preço do medicamento e a quantidade de doses que poderão ser compradas. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a proposta apresentada pela empresa foi considerada adequada, o que aumentou a possibilidade de inclusão ainda em 2026.

Atualmente, o SUS oferece a PrEP em comprimidos, que precisam ser tomados diariamente para manter a proteção. A principal vantagem da versão injetável é facilitar a continuidade do uso, especialmente para pessoas que têm dificuldade em seguir uma rotina diária de medicação.
Um estudo da Fiocruz realizado com 1,4 mil participantes em seis cidades brasileiras mostrou que 83% preferiram a injeção. Entre os voluntários, 94% compareceram aos serviços de saúde no prazo correto para receber as doses, e nenhum caso de infecção pelo HIV foi registrado durante o acompanhamento.
O cabotegravir para prevenção do HIV já possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A incorporação ao SUS, no entanto, depende da conclusão das etapas de análise e negociação.
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