Milhões de pessoas têm visão prejudicada e exames ajudam na prevenção
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a visão prejudicada atinge 285 milhões de pessoas no mundo, mas os exames rotineiros em hospitais especializados ajudam na prevenção das doenças oculares.
Enxergar bem vai muito além da capacidade de identificar formas e cores. A visão está diretamente ligada à autonomia, à segurança e à qualidade de vida. É por meio dela que as pessoas trabalham, estudam, se deslocam pelas cidades e participam plenamente da rotina familiar e social. Quando a saúde ocular é afetada, atividades simples podem se tornar desafiadoras e impactar desde a produtividade até o bem-estar emocional.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 285 milhões de pessoas no mundo têm a visão prejudicada, sendo que a maioria dos casos poderiam ser evitados, entre 60% e 80%, ou dispõem de tratamento. No Brasil, o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2010) identificou mais de 35 milhões de pessoas com algum grau de dificuldade visual.

Segundo o médico oftalmologista Thiago Chacur, muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa, sem provocar sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Por isso, o acompanhamento regular com um especialista é essencial para detectar alterações precocemente e preservar a visão ao longo da vida.
Entre as condições que podem avançar sem sinais evidentes está o glaucoma, considerado uma das principais causas de perda irreversível da visão no mundo. A doença é caracterizada por um grupo de condições relacionadas a danos ao nervo óptico e perda do campo visual. Segundo o Thiago Chacur, outras alterações também podem ser identificadas em avaliações oftalmológicas antes mesmo de provocarem sintomas.
“Um exemplo clássico é o glaucoma, que pode causar perda progressiva e irreversível do campo visual sem provocar sintomas perceptíveis no início. Da mesma forma, alterações da retina, degeneração macular relacionada à idade e até algumas doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, podem ser identificadas precocemente durante uma avaliação oftalmológica”, disse.
Qualidade na unidade faz a diferença
Além do acompanhamento médico, a qualidade e a segurança do atendimento prestado pelas instituições de saúde também têm papel fundamental na preservação da saúde ocular. Nesse contexto, a certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) se tornou um dos principais parâmetros de avaliação da qualidade hospitalar no Brasil.
A acreditação funciona como um sistema que analisa protocolos assistenciais, práticas de gestão, controle de riscos e mecanismos de segurança adotados no cuidado ao paciente. As avaliações são feitas por auditorias externas independentes e não acontecem apenas uma vez: as instituições passam por revisões periódicas para garantir que os padrões de qualidade continuem sendo cumpridos e aprimorados.
Em Cuiabá, o Hospital de Olhos é atualmente a única instituição especializada em oftalmologia no estado com o selo ONA Pleno, certificação que reconhece hospitais que atendem critérios rigorosos de qualidade assistencial e gestão integrada.
De acordo com especialistas, a busca por atendimento qualificado, aliada ao acompanhamento oftalmológico regular, é um dos caminhos mais seguros para prevenir doenças oculares e preservar a visão ao longo da vida.
“A consulta regular permite detectar doenças em estágios iniciais, quando ainda é possível controlar a evolução e preservar a visão do paciente. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para manter a saúde ocular ao longo da vida”, destaca Chacur.
Níveis da certificação
A acreditação da ONA possui três níveis. O Nível 1 tem como foco principal a segurança do paciente, garantindo que os processos assistenciais sigam protocolos rigorosos e reduzam riscos.
O Nível 2, conhecido como ONA Pleno, avalia a gestão integrada da instituição, verificando se os setores trabalham de forma organizada e alinhada.
Já o Nível 3 representa excelência em gestão e qualidade, demonstrando maturidade institucional, cultura de melhoria contínua e compromisso com um atendimento cada vez mais seguro, eficaz e centrado no paciente.
Este conteúdo é uma produção do Primeira Página para a campanha Ver bem faz bem e não faz parte do conteúdo jornalístico do Portal.