Nascida com 500 gramas, Thuany dá adeus à UTI após 6 meses em Cuiabá
Um caso raro, que não acontece todos os dias ou em todos os lugares: assim a coordenadora da UTI do hospital Santa Rosa define o caso da bebê
Pesando apenas 535 gramas, a pequena Thuany nasceu no dia 19 de janeiro deste ano, após ficar somente 23 semanas na barriga da mãe, Maraiza Almeida. A necessidade de um parto às pressas veio por causa de um quadro de infecção ginecológica adquira por Maraiza e, com isso, a filha se tornou a menor bebê dentre todos os nascidos no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá.
Nesta segunda-feira (12), mãe e filha puderam se despedir da equipe médica após cerca de seis meses de internação na unidade.

Um nascimento às pressas
Maraiza Almeida, que é farmacêutica, levava uma gestação normal até o segundo trimestre. Mas, devido a uma condição chamada incompetência istmo cervical — quando o útero não suporta o peso do bebê — ela começou a ter contrações e dilatações.
Os médicos ainda conseguiram controlar o problema, mas, em seguida, a mãe desenvolveu um quadro de infecção ginecológica, o que fez o trabalho de parte reiniciar.
Foi então que surgiu a necessidade de dar à luz às pressas e Thuany nasceu de um parto normal, com 535 gramas, sendo imediatamente encaminhada para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal.
Na unidade, a pequena recém-nascida precisou receber cuidados especiais de uma equipe de profissionais responsáveis por garantir a sobrevivência dela.
Desafios com a nutrição, controle de batimentos cardíacos e da função renal estiveram entre os desafios enfrentados pelos envolvidos na saúde da bebê, como explica a médica e coordenadora da UTI neonatal, Paula Bumlai.
“É um caso raro, não acontece todos os dias, não acontece em todos os lugares”, explica.
Ainda de acordo com Paula, cada novo momento da bebê no hospital foram registrados: desde o tempo em que ficou na incubadora, envolvida por uma nuvem de vapor para mantê-la úmida e aquecida; o dia em que ficou no colo da mãe, respirando com ajuda de aparelhos; quando esteve nos braços do pai pela primeira vez; quando precisou apenas do cateter de oxigênio pois já respirava melhor e, por fim, o dia em que ela recebeu alta médica.

Após cerca de seis meses, a “xodó” da equipe médica saiu do hospital como uma ‘gigante’, como no nome do quadro onde ela foi homenageada, o “quadro dos gigantes” – um espaço dedicado a relembrar todos os pacientes que lutaram pela vida na UTI neonatal.
Confiança em um final feliz
Durante os meses de internação, a fé esteve ao lado da tecnologia e ciência em meio à equipe médica que cuidou de Thuany, como conta Bumlai.
A história da mãe e da filha fez ressurgir pelos corredores do hospital a confiança em um final feliz. A recepcionista da unidade, Nilda Cristina Siqueira Costa, esteve entre as pessoas que acreditavam nisso.
Foi então que Nilda se tornou amiga de Maraiza, dando à mãe a força que ela precisava para enfrentar os meses de espera pela saída da filha da UTI.
“Sempre quando ela chegava aqui, eu falava para ela que a fé é o que move montanhas. No momento que a gente coloca nossa fé em ação, Deus também age. Eu sempre falava para ela que nós iríamos ver a Thuany sair aqui”, conta a recepcionista.
Para a mãe, gratidão é a palavra que descreve o fato de ter enfrentado todos os meses no hospital sem que a deixassem perder a fé.
Só tenho a agradecer tudo que fizeram por mim, tudo que fizeram por ela e só Deus vai poder recompensar cada um que ajudou com carinho, com palavras ou com ações”, comentou emocionada.
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Caso raro
Em 2020, o pequeno Curtis Zy-Keith Means nasceu no Alabama, nos Estados Unidos, após apenas 21 semanas e um dia de gestação.
Pesando apenas 420 gramas, ele superou a expectativa de sobrevivência para esses casos, que é de menor de 1%. Em 2021, ele foi considerado, pelo Guinness World Records, o bebê mais prematuro do mundo a sobreviver.

Infelizmente, a irmã gêmea de Curtis não resistiu e faleceu no dia do nascimento, no dia 5 de julho de 2020.
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