Paralisou, mas não morreu? Saiba o que é a catalepsia
De acordo com o neurocirurgião, dr. Felipe Guardini, ela pode ser um sintoma da narcolepsia
Muito provável que você já tenha ouvido histórias de pessoas que sofrem de uma paralisação e podem ter sido dada como mortas. Felizmente, essa situação é muito rara de ocorrer e, geralmente, a paralisia se trata da catalepsia. O Primeira Página explica o que é esse distúrbio.
A primeira caracterização da catalepsia é de que ela é um distúrbio que pode estar associada a alguma outra doença. De acordo com o neurocirurgião Felipe Guardini, ela pode ser um sintoma da narcolepsia, que causa problemas crônico no sono.
“A catalepsia nada mais é do que uma perda de força momentânea, geralmente da face, do pescoço, do joelho, que pode levar o paciente inclusive a cair. É causado por emoções positivas, como risadas intensas”, explica o médico ao Primeira Página.
O neurocirurgião alerta que essa perda de força também pode ser confundida com a epilepsia ou com um desmaio de origem de coração.
Quando sofre a catalepsia, o paciente chega a perder a consciência, é uma perda de força. “O paciente tem um rápido retorno, geralmente até 2 minutos o paciente pode voltar a ter força e a situação se resolve. Mas é uma situação que tem que ser investigada”.

Por isso, Guardini destaca quem tem esses sintomas deve procurar um atendimento médico. Inicialmente para identificar o problema para em seguida buscar um possível tratamento.
Mortes por engano
Segundo o médico, os casos de uma pessoa ser dada como morta por engano é algo que poderia ocorrer mais no passado e que atualmente existem mais recursos da própria medicina para identificar que uma pessoa está viva.
“Hoje em dia isso é muito raro acontecer. Na catalepsia, apesar do paciente perder força, ele não perde consciência”, diz.
Narcolepsia: uma das causas
Como aponta o neurocirurgião, o distúrbio está mais associada à narcolepsia. O perfil mais comum que é acometido pela doença são dos jovens. “Se não identificado, isso pode gerar a catalepsia, que é a perda de força momentânea”.
Para o tratamento, “as questões não farmacológicas como fazer um horário correto de sono, fazer atividade físicas, ver se o paciente não está roncando, tirar medicações ou, eventualmente, colocar medicamentos”.
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