Prematuridade é principal causa de mortalidade antes dos 5 anos

Para conscientizar a população sobre os cuidados e a prevenção da prematuridade, existe o movimento chamado Novembro Roxo

O nascimento precoce é a principal causa de mortalidade infantil antes dos 5 anos de idade em todo o mundo. Para conscientizar a população sobre os cuidados e a prevenção da prematuridade, existe o movimento chamado Novembro Roxo.

Bebê prematuro; prematuridade; Novembro Roxo (Foto: Willian Guedes)
Brasil é o 10º colocado no ranking mundial dos países com mais nascimentos prematuros (Foto: Willian Guedes)

? A repórter Vivian Krajewski, da Morena FM, conversou com uma pediatra e conheceu histórias emocionantes. Ouça abaixo! ?

Com 25 semanas de gestação, a dona de casa Fernanda Santos, de 36 anos, descobriu que seus filhos gêmeos seriam prematuros. Ela fez o acompanhamento médico e, com 34 semanas, a bolsa rompeu. “Aí eu fui pra maternidade Cândido Mariano e fizeram uma cesária. O menino foi pro oxigênio e a menininha precisou entubar. Ficamos 22 dias ao total lá na Cândido Mariano.”

Fernanda conta que foi preciso ter fé e coragem. “É muito difícil, muito arriscado, cansativo. É Deus mesmo pra fortalecer a gente pra gente conseguir superar. Eu chorava dia e noite.”

O Brasil é o 10º colocado no ranking mundial dos países com mais nascimentos prematuros. O bebê é considerado prematuro quando nasce antes da 37ª semana de gravidez, uma gestação completa varia entre 37 e 42 semanas, segundo a pediatra neonatologista Mariana Valéria.

“A prematuridade é um problema de saúde pública. Então a partir de 37 semanas é considerado um bebê termo, até 36 semanas e seis dias esse bebê é chamado de prematuro. Essa prematuridade pode ser tardia, que são esses bebês que nascem depois de 34 semanas até 36 semanas e 6 dias, e também uma prematuridade extrema, que está lá na outra ponta, que são os bebês com menos de 28 semanas.”

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Em 2013, a professora Karen Godoy, de 39 anos, descobriu que estava grávida. Ao completar 28 semanas de gestação, contraiu uma infecção urinária e a bolsa estourou. Na maternidade, o parto foi realizado com emergência. O bebê nasceu com 1,180 quilo. Foram 81 dias de internação.

“Ser mãe de prematuro é um desafio muito grande, você não sabe o dia de amanhã, cada grama é uma vitória. Tem dia que está tudo bem, mas tem dia que há uma regressão muito grande no desenvolvimento dele”, afirmou Karen.

Durante a internação de Miguel, Karen conheceu a Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros, uma rede de apoio que abraça a causa da prematuridade. Hoje são mais de 100 voluntários em todo território nacional. Karen é uma delas. Nove anos se passaram e Miguel hoje é a alegria da casa. “Ele é uma criança linda, esperta e inteligente. Com a graça de Deus, não ficou com nenhuma sequela. É um milagre na minha vida.”

Mortalidade e comorbidades são os maiores perigos da prematuridade. A pediatra ainda explica que quanto mais prematuro for o bebê, maiores são os riscos. “Atrasos de desenvolvimento, alterações pulmonares, lesões pela própria prematuridade e até renais e cardiológicas. Então são bebês que precisam de um acompanhamento multidisciplinar, de uma abordagem multidisciplinar por muito tempo.”

Fernanda conta que, hoje, José Felipe e Maria Fernanda estão com quatro meses dando muita alegria para sua família.

“O coração de mãe não aguenta. Minha lágrima desceu e eu agradeci a Deus de ter meus meninos nos meus braços. É maravilhoso. A gente não sabe o que é o amor, a gente descobre o amor a partir do momento que a gente é mãe. Aí você sabe o que é o verdadeiro amor.”

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