Procedimentos estéticos com preenchedores exigem cuidados, alerta Anvisa

Substâncias só podem ser comercializados se possuírem registro na Anvisa

Devido aos riscos à saúde do uso indevido de preenchedores de pele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para produtos como a hidroxiapatita de cálcio, o ácido hialurônico, o poli-L-ácido lático (PLLA) e os preenchedores permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA).

Seringa com líquido. (Foto: Unsplash)
Seringa com líquido. (Foto: Unsplash)

As substâncias são injetáveis e regularizadas como dispositivos médicos de risco alto e máximo, e só podem ser comercializados se possuírem registro na Anvisa.

“A aplicação de preenchedores dérmicos em regiões anatômicas não indicadas e em quantidades não previstas nas instruções de uso dos produtos, conforme as especificações estabelecidas pelos fabricantes, pode causar danos à saúde com consequências clínicas incapacitantes ou de difícil manejo”, diz a Anvisa, em nota.

Há relatos de embolia pulmonar, deficiência visual temporária e permanente por oclusão vascular, entre os efeitos considerados graves. Além disso, há relatos de complicações sistêmicas como inflamação granulomatosa (tipo crônico de resposta imune), nível elevado de cálcio no sangue, cálculo renal, e insuficiência renal com necessidade de hemodiálise.

A Anvisa recomenda que os pacientes verifiquem as áreas do corpo e os volumes permitidos para a aplicação adequada, descrita nas instruções de uso do produto, antes de realizar o procedimento.

Também é indicado a procurar a orientação de um profissional de saúde, antes de iniciar o plano de tratamento. Em caso de sinal ou sintoma de complicação, o paciente deve procurar assistência profissional qualificada.

“É indispensável verificar se o produto está regularizado, o serviço autorizado e o profissional qualificado. É fundamental entregar o cartão de rastreabilidade do produto utilizado ao paciente e manter uma cópia no prontuário. Em caso de suspeita de evento adverso associado ao uso do produto, o problema pode ser relatado à Anvisa”, diz a agência.

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