SES alerta casos de micobactéria pós procedimentos cirúrgicos estéticos feitos em CG
Em abril deste ano, foi confirmado um surto de micobacteriose em pacientes brasileiras que foram operadas em Pedro Juan Caballero
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), por meio da Vigilância Sanitária, emitiu nesta terça-feira (17) um alerta para os serviços de saúde público e privado de casos de micobactéria de crescimento rápido pós procedimentos cirúrgicos estéticos feitos em Campo Grande.

LEIA MAIS:
- Hepatite “misteriosa”: atenção com sintomas é saída para identificar doença
- Hepatite “misteriosa”: Campo Grande tem 2 casos sob investigação e Ponta Porã 1
Em abril deste ano, foi confirmado um surto de micobacteriose em pacientes brasileiras que passaram por procedimentos cirúrgicos estéticos em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia, localizada na fronteira de MS. Até o momento, somente esse tipo de cirurgia está envolvido nos casos identificados.
Medidas
Conforme o alerta (clique aqui para acessar), há estudos que demonstram que os casos podem estar relacionados ao processamento de materiais utilizados nas cirurgias. Para isso, a SES recomenda as seguintes medidas:
- Rever fluxo de trabalhos nos centros de materiais e esterilização;
- Manter registro de orientação e protocolo de entrada e saída de materiais consignados, ou de profissionais;
- Supervisionar e monitorar as atividades ocorridas no centro de materiais e esterilização;
- Padronizar saneantes utilizados no centro e utilizar apenas com registro/notificação como uso hospitalar (saneantes de uso doméstico não devem ser usados);
- Atenção redobrada na limpeza dos instrumentos e materiais utilizados nas cirurgias;
- Capacitar os funcionários responsáveis pelo processamento dos materiais;
- Padronizar as soluções para marcação de pele;
- Manter controle da qualidade da água;
A SES também esclareceu que os casos ocorridos na capital de MS, a princípio, não têm correlação com o surto de micobacteriose ocorrido no mês de abril em pacientes brasileiras que foram submetidas a procedimentos cirúrgicos estéticos em Pedro Juan Caballero.
Micobactéria
A micobactéria de crescimento rápido se tornou um agente de monitoramento por parte da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Vigilâncias Sanitárias depois da ocorrência de surtos locais distribuídos pelo país entre os anos de 2003 a 2008, onde mais de 2 mil casos de infecção foram identificados.
De acordo com a SES, a presença da micobacteriose pode se manifestar em até 2 anos em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. Os principais sintomas são: secreção na região operada, vermelhidão, dor e abertura de pontos.
Os pacientes que apresentarem tais sintomas devem procurar o estabelecimento ou o profissional que os atenderam para tomar as devidas providências.
Mais lidas - 1 Valor pago por cônjuges na Cassems sobe mais de 1000%; entenda
- 2 MT registra quase 400 casos de tuberculose em 2026
- 3 Vacina da gripe é liberada para toda população; veja a partir de quando
- 4 MS libera vacina da gripe para toda a população em drive-thru; veja horários
- 5 Mais de 7mil casos de câncer de ovário devem ser registrados no Brasil
- 1 Valor pago por cônjuges na Cassems sobe mais de 1000%; entenda
- 2 MT registra quase 400 casos de tuberculose em 2026
- 3 Vacina da gripe é liberada para toda população; veja a partir de quando
- 4 MS libera vacina da gripe para toda a população em drive-thru; veja horários
- 5 Mais de 7mil casos de câncer de ovário devem ser registrados no Brasil