Sorriso registra maior número de casos de dengue em 10 anos
Sorriso, a 420 km de Cuiabá, registrou 2.733 casos de dengue entre janeiro e outubro deste ano. A quantidade representa o maior volume dos últimos 10 anos.

O mosquito Aedes aegypti teve grande reprodução com o início das chuva na cidade. Do total geral, foram 401 registros em janeiro; 360 em fevereiro; 390 em março; 452 em abril; 374 em maio; 150 em junho; 38 em julho; 29 em agosto; 18 em setembro e um em outubro); 28 deles com sinais de alerta e 4 de dengue grave.
No ano todo de 2021, foram 2.074 casos confirmados, 54 com sinais de alerta e 2 de dengue grave.
E é justamente devido ao crescente desses números que a Vigilância em Saúde tem estado em alerta. A coordenadora do setor, Taynná Vacaro, pontua que além da dengue, há a preocupação com a Zika e Chikungunya.
Até o momento, houve um registro positivo para Zika em julho e nenhum de Chikungunya. Já em 2021, foram 12 casos de Zika e 1 de Chikungunya.
Dengue de alarme e grave
Segundo a coordenadora, a dengue com sinais de alarme ocorre quando há sintomas como dor abdominal intensa, vômito constante e necessidade de internação.
Já na dengue grave ocorre reação mais drástica do organismo ao vírus, com sintomas como alteração dos batimentos cardíacos, vômitos persistentes e sangramentos, que podem ser nos olhos, gengiva, ouvidos e/ou nariz.
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Atualmente, os bairros de Sorriso com maior número de casos confirmados são o Rota do Sol com 204 registros; a Área Central com 138 e o Distrito de Boa Esperança com 118.
A Prefeitura recomentada que toda a população, independente do bairro, precisa estar atenta e manter quintal, calhas e terrenos baldios limpos, evitando criadouros não só de Aedes, mas de vários outros espécimes peçonhentos. E, entre os principais pontos com larvas, estão as plantas.
Reprodução do mosquito
Em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Por isso, a eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana: assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.
Hoje, 44 agentes de combate a endemias atuam no Departamento de Vigilância, 35 deles diretamente à campo.
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