Trabalhadores da saúde mantêm greve e protestam em frente ao HU

Pelo segundo dia consecutivo, profissionais da área médica e assistencial da EBSERH(Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) protestam em frente ao Hospital Universitário (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) por melhorias nas condições de trabalho. Conforme a categoria, recentemente uma redução salarial afetou todos os setores da unidade e como não conseguiram qualquer tipo de negociação para reverter a situação, optaram pela greve.

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Profissionais se reuniram na frente do HU (Foto: Ana Lívia Tavares)

Assim como nessa segunda-feira (27), os profissionais foram para frente do HU com cartazes na mão, narizes de palhaço no rosto e apitos na boca. Em meio ao movimento intenso da unidade, o grupo pediu por valorização e respeito. Por isso, o número de trabalhadores no atendimento a população está reduzido.

“Estamos com 25% de defasagem no nosso salário. Isso é muito injusto”, lamentou a técnica em enfermagem Kissia Souza, uma dos quase 300 profissionais, que representa cerca de 40% do quadro de funcionários do hospital, que aderiram a paralisação.

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De acordo com o Sintsep – MS (Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Mato Grosso do Sul, a motivação para a greve foi uma perda salarial que a categoria sofreu recentemente, como explica o secretário-geral do sindicato, Wesley Cássio.

“Na verdade a proposta que ele traz para gente é uma proposta absurda. O que nos motivou a entrar em greve foi o fato de proporem uma redução salarial. Nessa altura do campeonato, propor redução salarial para profissional de saúde. Toda categoria hospitalar, que presta serviços hospitalares no Hospital Universitário estão sendo afetados, desde o pessoal da farmácia, radiologia, serviço de imagem, médicos, equipe de enfermagem, dentro de suas categorias. Toda essa equipe vem sofrendo e está batalhando para conseguir reverter essa situação”.

Até o momento, o HU não se manifestou sobre a greve. Já a EBSERH, alegou ter pedido ao Tribunal Superior do Trabalho o julgamento imediato dos acordos coletivos de trabalho das categorias e informou também que os profissionais devem cumprir o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores.

Conforme determinação judicial, a manifestação só pode continuar se houver em seus respectivos locais de trabalho, 50% dos trabalhadores em cada área administrativa e 60% em cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

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