Unicef: 24 mil crianças de MT não se vacinaram de tétano, coqueluche e difteria

Número representa o maior retrocesso em 30 anos. Cada município é responsável por atingir as metas de imunização

Dados divulgados pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) apontam que entre os anos de 2019 a 2021, mais de 24 mil crianças que vivem em Mato Grosso não receberam nenhuma dose da DTP-Vacina Tríplice Bacteriana, que protege contra a difteria, tétano e coqueluche.

vacinação covid coronavírus
Cadastro para vacinação de crianças começa nesta segunda-feira. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O levantamento foi divulgado no dia 20 de abril deste ano, e conforme o Unicef os números mostram o maior retrocesso da imunização em 30 anos. Entre os motivos apontados pela pesquisa, a pandemia da covid-19 figura entre as principais causas do abandono vacinal.

A SES-MT (Secretaria Estadual de Saúde) informou que os municípios são os responsáveis pela aplicação e estratégias de vacinação para alcançar o público-alvo. Para incentivar as prefeituras a atingirem as metas de imunização, o governo executa o programa Imuniza Mais MT com prêmios para aqueles que alcançarem entre 90% a 100% de cobertura vacinal contra a Covid-19, Influenza, HPV e outras doenças.

O relatório alerta para a importância de retomar as coberturas vacinais no mundo. De acordo com o Unicef, essas crianças foram deixadas para trás, ficando desprotegidas de doenças sérias e evitáveis. As crianças nascidas pouco antes ou durante a pandemia estão ultrapassando a idade em que normalmente deveriam ser vacinadas.

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Ainda conforme o documento, crianças que não estão recebendo as vacinas vivem em comunidades mais pobres, remotas e vulneráveis. Nos domicílios mais pobres, uma em cada cinco crianças não recebeu nenhuma vacina, enquanto nos mais riscos uma em 20.

Para que a criança seja considerada imunizada, ela precisa tomar todas as doses recomendadas do imunizante, incluindo reforços, quando há a necessidade. No caso da STP, o esquema vacinal é composto com três doses, aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses.

O Unicef recomenda fortalecer a atenção primária e fornecer recursos e apoio aos trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente.

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