2 detentos fogem da Máxima e outro desiste no meio do caminho
Segundo os policiais penais, não havia segurança na muralha no momento da fuga. Além disso, um dos foragidos trocou de cela para ficar perto dos comparsas
Dois internos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, conseguiram fugir nesta quarta-feira (24). Jaqueson Tales Martins Borges e Ivan Segati Donha conseguiram pular os muros do presídio com ajuda de uma “Tereza”, uma corda artesanal feita com pedaços de tecidos amarrados. Um terceiro suspeito desistiu ao ouvir os alarmes de segurança acionado por policiais penais.

A fuga aconteceu entre meia-noite e 2 horas. Durante a madrugada, policiais penais que monitoravam o presídio pelas câmeras de segurança notaram uma movimentação nos fundos de um dos pavilhões, o VI. Imediatamente, acionaram o alarme e toda equipe de plantão foi até o local. Os policiais militares que fazem a segurança das muralhas também foram acionadas.
Enquanto os policias penais foram ao pavilhão VI por dentro do estabelecimento penal, os militares chegaram ao ponta indicado pelos corredores das muralhas. Ao chegarem, perceberam que os suspeitos já haviam fugido.
Para escapar, os presos usaram uma corda artesanal, popularmente conhecida como “Tereza”. Ela é feita com lençóis amarrados um no outro e também tinha um gancho de metal, “extraído de algum lugar do pavilhão, entre as torres IX e VIII”.
Pelas gravações, foi possível ver que três internos tentaram fugir, mas um deles voltou para a cela ao ouvir o alarme, esse interno foi identificado apenas como Fabrício.
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Ao conferir as celas, os policiais penais descobriram outro problema. Um dos foragidos havia trocado de cela para ficar perto dos comparsas, sem que ninguém percebesse.
Consta no boletim de ocorrência, que Ivan Segati Donha, um dos presos que conseguiu fugir, deveria estar na cela 309, mas durante as vistorias no presídio os policias penais encontraram Alessandro Moura Belarmino no seu lugar. Ele deveria estar na cela 314, a mesma em que os outros dois suspeitos também cumpriam pena.
Alessandro revelou então que durante o banho de sol trocou de lugar com Ivan sem que os policiais penais percebessem.
Ainda segundo o registro policiais, feito na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, no momento da fuga não havia nenhum policial militar nas muralhas do presídio. Os documentos que comprovam a falha na segurança foram entregues na unidade policial. Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul afirmou que vai abrir procedimento administrativo para apurar “as circunstâncias da fuga”.
Já a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), informou ao Primeira Página que as policiais penais de plantão conseguiram impedir a fuga de um dos internos e que buscas são realizadas pelas forças policiais para captura dos outros dois foragidos.
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