5 mitos sobre o combate a escorpiões que podem aumentar o risco de picadas
Acidentes com os aracnídeos ainda são cercados por desinformação e crenças populares
Os acidentes com escorpiões ainda são cercados por desinformação e crenças populares que, em vez de ajudar, podem aumentar o risco de picadas, dificultar o tratamento e favorecer a disseminação desses aracnídeos nas cidades.

De acordo com o Instituto Butantan, a presença cada vez mais frequente dos escorpiões em áreas urbanas está relacionada à adaptação da espécie ao ambiente urbano, onde encontram abundância de alimento, principalmente baratas, água e abrigo.
Eles costumam se esconder em locais escuros e entram nas residências por ralos, calhas, tubulações e caixas de fiação sem vedação.
Nem mesmo os andares mais altos de prédios estão totalmente livres, já que os escorpiões conseguem escalar superfícies irregulares.
Diante do aumento dos encontros entre humanos e esses animais, é fundamental saber o que realmente funciona para prevenir infestações, como agir ao se deparar com um escorpião e quais cuidados tomar em caso de acidente com envenenamento.
Mitos do combate a escorpiões
1. Uso de produtos químicos ou inseticidas contra escorpiões
O uso indiscriminado de vinagre, água sanitária, inseticidas ou pesticidas não é recomendado. Esses produtos podem fazer com que o escorpião saia do esconderijo e se espalhe ainda mais pela residência.
Além disso, não existe comprovação científica de eficácia desses produtos para o controle do animal. Mesmo quando um escorpião morre, outros podem escapar. Se não morrer, o estresse pode favorecer a partenogênese, processo em que a fêmea se reproduz sem necessidade de macho.
Outro fator é a capacidade do escorpião de fechar os estigmas respiratórios, o que pode ajudá-lo a sobreviver ao contato com pesticidas.
2. Aplicar produtos na picada ou fazer torniquete
Colocar o escorpião morto em álcool e usar essa solução na picada não funciona. Da mesma forma, fazer torniquete ou tentar sugar o veneno são práticas perigosas que aumentam o risco de infecção e complicações.
A orientação correta é lavar o local com água e sabão e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo.
3. Criar galinhas para controlar escorpiões
A criação de galinhas não é um método eficaz para o controle de escorpiões. As aves têm hábitos diurnos, enquanto os escorpiões são noturnos, o que reduz significativamente a chance de encontro entre as espécies.
Além de ineficiente, a criação de galinhas na área urbana pode gerar outros problemas. As fezes das aves podem servir de reservatório para o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose. Também é importante lembrar que a criação de galinhas na cidade exige autorização dos órgãos ambientais.
4. Usar caixas de ovos como “armadilhas” caseiras
As bandejas de ovos não devem ser usadas como armadilhas caseiras. Elas são indicadas apenas para o transporte de escorpiões vivos, dentro de caixas plásticas, e exclusivamente por profissionais treinados.
Esse material ajuda a evitar o choque entre os animais e facilita o manuseio com menor risco de acidentes, mas não é seguro nem eficaz para uso doméstico.
5. Plantas que afastariam escorpiões
Não existe comprovação científica de que plantas como alecrim, arruda, lavanda ou citronela sejam capazes de repelir escorpiões. Esses aracnídeos vivem em diferentes biomas, de desertos a florestas úmidas, e não há repelente natural eficaz contra eles.
Como prevenir a presença de escorpiões em casa
A principal forma de prevenção é eliminar abrigos e fontes de alimento. Evite acumular materiais de construção, entulhos e lixo, que atraem baratas — principal alimento dos escorpiões.
Também é recomendado:
- Instalar telas em ralos de chão, pias e tanques;
- Vedação adequada de frestas, calhas e caixas de passagem;
- Não eliminar predadores naturais, como saruês (gambás), aves, anfíbios e pequenos mamíferos.
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