7º feminicídio em MS: suspeito comemorou matar ex-companheira em incêndio

O casal estava separado havia cerca de quatro anos, mas o autor ainda tentava reatar o relacionamento

Um homem identificado como Joares Fernandes, de 52 anos, foi preso na tarde de domingo (8) suspeito de matar a ex-companheira Ereni Benites, de 44 anos, em um incêndio ocorrido na cidade de Paranhos. De acordo com a polícia, o comportamento do suspeito após o crime, especialmente o fato de ter comemorado o incêndio, chamou atenção.

feminicidio paranhos
Local onde ocorreu o incêndio que matou Ereni | (Divulgação)

Segundo o delegado Sidney Pinheiro, Joares e a vítima participaram de uma confraternização no sábado, onde familiares e conhecidos estavam reunidos. Durante o encontro, marcado por consumo de bebida alcoólica, testemunhas relataram que o suspeito demonstrou emoções intensas ao falar sobre o relacionamento com Ereni.

O casal estava separado havia cerca de quatro anos, mas, conforme relatos colhidos pela polícia, Joares ainda tentava reatar o relacionamento.

Ainda conforme a investigação, em determinado momento da confraternização Ereni deixou o local. Pouco depois, Joares também saiu. Cerca de 20 minutos depois, ocorreu o incêndio que resultou na morte da mulher.

Após o ocorrido, o comportamento do suspeito chamou a atenção de testemunhas.

“Durante os relatos, algumas pessoas disseram que ele chegou a comemorar o incêndio. A partir desse momento passamos a vê-lo como principal suspeito”, explicou o delegado Sidney Pinheiro.

Filhos da vítima são testemunhas

A maioria das testemunhas ouvidas até agora são familiares. Entre elas estão os dois filhos adultos da vítima, que prestaram depoimento à polícia e são considerados peças importantes para esclarecer o caso.

A polícia informou que ainda restava ouvir mais uma testemunha na manhã desta segunda-feira para complementar o procedimento investigativo.

Suspeito segue preso

Joares permanece preso na delegacia da cidade, enquanto a polícia dá continuidade às diligências para esclarecer as circunstâncias do crime.

O caso é tratado como feminicídio, já que envolve a morte de uma mulher em um contexto de relacionamento afetivo anterior e possível motivação ligada à inconformidade com o término. As investigações seguem em andamento.

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Comentários (1)

  • Brígida Silva

    SOCORRO, PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER,MATAR JA É PÉSSIMO E AINDA COMEMORAR? ALGUÉM VAI NA CADEIA,PEGA UM PALITO DE FÓSFORO,QUEIMA O ÓRGÃO GENITAL E COMEMORA COM CHAMPAGNE,PARA VER SE O SENHOR VAI GOSTAR?

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