A pedidos, TJMS promete reavaliar restrição a uso de algemas em audiência de custódia

Desde que foram publicadas no Diário de Justiça de Mato Grosso do Sul, as determinações têm preocupado policiais

Depois de uma reunião com representantes da segurança pública em Mato Grosso do Sul, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul se comprometeu a reavaliar o decreto que restringiu o uso de algemas nas audiências de custódia de presos em flagrante em Campo Grande.

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Reunião aconteceu no gabinete do TJMS (Foto: Divulgação)

O encontro entre o presidente do Tribunal, desembargador Carlos Eduardo Contar, e os representantes da segurança pública no Estado – o secretário de estado de justiça e segurança pública, Antonio Carlos Videira, o comandante-geral da PM, coronel Marcos Paulo Gimenez e o delegado-geral da Polícia Civil, Roberto Gurgel Filho – aconteceu na tarde de quarta-feira (8).

Na reunião, foi feito o pedido formal de reconsideração da “instrução de serviço” que tornou o uso do equipamento de segurança excepcional para casos em que os presos apresentem risco nas audiências de custódia. O documento ainda proíbe o uso das armas nas escoltas de suspeitos “liberados” das correntes pelos juízes.

Desde que foram publicadas no Diário de Justiça de Mato Grosso do Sul, na terça-feira (7), as determinações têm preocupado policiais que atuam nas escoltas no Fórum de Campo Grande. Por isso, durante a conversa com o presidente do TJMS, a intenção foi mostrar que tirar as algemas de presos em flagrante, ao mesmo tempo em que se desarmar os policiais da escolta, expõe todos envolvidos na audiência a risco.

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“O policial faz a segurança de todos os envolvidos na audiência, magistrado, promotor, defensor. E ele estar sem armamento coloca todos em risco. Recebemos muitos presos de fora, que não conhecemos o histórico, é difícil afirmar que ele não vai reagir”, explicou o secretário Antonio Carlos Videira em entrevista ao Primeira Página.

Ao fim do encontro, o presidente se comprometeu a reavaliar a medida, assinada pela juíza Eliane de Freitas Lima Vicente, da Coordenadoria de Audiências de Custódia de Campo Grande. Não há um prazo para a resposta.

A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e com a Associação dos Magistratos de Mato Grosso do Sul, mas ambos informaram que não vão se manifestar sobre a situação.

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