Ações falham e 2025 se torna um dos anos mais violentos para mulheres em MS

Ao longo de 365 dias, Mato Grosso do Sul registrou 39 crimes de feminicídio

Apesar dos esforços, 2025 termina com tristes estatísticas em Mato Grosso do Sul, quando o assunto é feminicídio. Em 2024, 35 mulheres perderam a vida para o crime, que passou a ser contabilizado há 10 anos. Neste ano, o número saltou para 39, um aumento de 11%. Os números evidenciam que as ações implementadas nos últimos 12 meses, no estado, não foram suficientes. 

Mulheres mortas por feminicídio em 2025
Mulheres mortas por feminicídio em 2025 (Foto: reprodução)

No dia 16 de dezembro, o governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Polícia Civil e da Secretaria Estadual de Cidadania, promoveu uma coletiva para elencar as ações implementadas em 2025, que tentaram frear os altos índices de feminicídios no estado. 

As medidas passaram a ser aplicadas ainda no início do ano, quando em fevereiro, 5 mulheres acabaram mortas por companheiros ou ex-companheiros.

O caso que trouxe à tona os problemas existentes na rede de acolhimento à mulher, em MS, foi o da jornalista Vanessa Ricarte, atacada a golpes de faca pelo ex-namorado, horas depois de deixar a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande. 

Antes de perder a vida, Vanessa enviou um áudio para uma amiga, relatando os problemas que enfrentou na unidade policial ao tentar registrar um boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas. 

Diante da exposição, o Estado apresentou ações de prevenção, na tentativa de evitar novas situações como as que haviam ocorrido. 

O que foi feito? 

Um dos principais pontos era o desafogamento de inquéritos e pedidos de medidas protetivas, que estavam parados no sistema judiciário sem respostas às vítimas que buscavam o auxílio. 

A partir daí, foi criado um Grupo de Trabalho da Deam, que promoveu maior eficiência e celeridade na apuração dos crimes contra a mulher. 

“Para a prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas no Estado, nós pensamos em políticas públicas de curto, médio e longo prazo. E acreditamos muito que a formação é a base e o princípio para que a gente mude as coisas. Lamentamos muito cada perda que nós temos, mas precisamos muito de toda a sociedade. E a gente não vai conseguir romper os ciclos da violência se não tiver a união de todos”, afirmou a secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza.

Ainda no primeiro trimestre, foi organizada a metodologia de análise dos procedimentos, ampliando a infraestrutura operacional necessária para o andamento das atividades, reforço do efetivo e estabelecimento de parcerias institucionais.  Veja abaixo algumas das ações apresentadas pelo Governo do Estado:

  • Fortalecimento da apuração policial com atuação do GT DEAM, ampliando a celeridade, a organização metodológica e a qualidade dos inquéritos de violência contra a mulher;
  • Reforço do efetivo e ampliação da infraestrutura das delegacias especializadas, com mais escrivães por plantão e aumento do atendimento noturno e em finais de semana (programa MS Acolhe);
  • Transformação digital dos procedimentos, com integração dos sistemas da Polícia Civil ao Tribunal de Justiça, acelerando a concessão e o cumprimento de medidas protetivas, hoje 100% digitais e integradas ao SIGO;
  • Expansão da rede de atendimento especializado, com 12 DEAMs, 57 Salas Lilás (10 inauguradas em 2025) e dois núcleos integrados, alcançando 86,1% dos municípios e 97,3% das mulheres do Estado;
  • Padronização do atendimento por meio da criação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) para as delegacias especializadas;
  • Gravação audiovisual das oitivas em casos de perseguição e violência psicológica, garantindo maior fidelidade dos depoimentos, segurança às vítimas e apoio à decisão judicial;
  • Gravação integral dos autos de prisão em flagrante, aumentando transparência, eficiência e agilidade processual;
  • Nova sede da DEAM com cartórios digitais, centralizando e digitalizando serviços e liberando a Casa da Mulher Brasileira para atendimento especializado;
  • Capacitação das equipes, com foco em atendimento humanizado, qualificado e integrado, reconhecendo a formação como base da prevenção.
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Autoridades do estado durante coletiva (Foto: divulgação/Governo do Estado)

Não foi suficiente

Mesmo com a implementação das ações, Mato Grosso do Sul viu, nos meses seguintes, o número de feminicídios aumentar a cada dia. Em fevereiro, 5 mulheres entraram para as estatísticas, seguidas por duas em março, uma em abril, 5 em maio e 4 em junho. 

Ou seja, apenas nos 6 primeiros meses, 17 mulheres se tornaram vítimas do crime. Os dados, que já não estavam bons, continuaram ainda piores no segundo semestre. Ao longo de 183 dias, outras 22 mulheres acabaram vítimas do sistema que não foi capaz de protegê-las e evitar um fim trágico.

“Tivemos mudanças, com resultados operacionais, melhorias estruturais e inovações tecnológicas. A questão da medida protetiva é um ponto extremamente importante, salva mulheres que buscam amparo do Estado. Dos feminicídios que nós tivemos esse ano em Mato Grosso do Sul, 90% das mulheres não tinham medidas protetivas. Apesar dos inúmeros avanços, temos um grande caminho a ser percorrido”, disse o vice-governador, Barbosinha. 

Em 2025, dez salas lilás foram criadas para suprir a demanda de atendimento às mulheres no interior do estado. Ao todo, são 57 unidades, 12 delegacias específicas de atendimento à mulher, além de dois núcleos integrados. 

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Uma das salas lilás em Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação/Saul Schramm)

Dados do Monitor de Violência Contra a Mulher mostram que, em 365 dias, 21.737 mulheres buscaram as unidades policiais de MS com objetivo de denunciar serem vítimas de violência doméstica. Desse total, os maiores números se concentram em cidades mais populosas, como Campo Grande (7.722), Dourados (1.868) e Três Lagoas (1.070)

Porém, a situação não deixa livre cidades menores como Angélica, que em 2025, registrou pela 1ª vez um crime de feminicídio, com a morte de Graciane de Souza Silva, no dia 25 de maio. Ou até mesmo Figueirão, município com menor número de habitantes (3.539), com sete registros de violência doméstica neste ano. 

Para o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o trabalho vem sendo realizado juntamente com o sentimento de impunidade, principalmente quando o assunto envolve violência doméstica. 

“Nós temos um país completamente machista, em que o retrato dessa sociedade machista perpassa muito pela violência doméstica, a dominação. É importante mencionar, por vezes, e nós temos um número de Campo Grande, por vezes, esta mulher não passou pelo sistema de justiça, não acionou uma medida protetiva, e vem a falecer, vem ser assassinada por aquela pessoa que ela mais confiava dentro de casa. Mas, muitas vezes, porque ela não percebe que está num ciclo de violência. Às vezes, essa violência é psicológica, há uma dependência econômica, vive num ciclo de violência que nem a mulher em si sabe que está envolvida nisso. E quando vem, vem diretamente com o assassinato e com o feminicídio. Então, é necessário o poder público como um todo, e nós estamos trabalhando nisso, com a prevenção. As campanhas relacionadas à identificação de uma violência que está sendo praticada e a mulher não percebe”, afirmou o procurador-geral de Justiça do MPMS, Romão Ávila. 

(Vídeo: Augusto Castro)

E em 2026? 

Questionado pelo Primeira Página, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que continuará avançando em ações para evitar que mais mulheres se tornem vítimas do crime, que só cresce em todo o país. 

A expectativa é de que, ainda no primeiro trimestre de 2026, o trabalho do grupo criado na Deam, para analisar os inquéritos parados, seja finalizado. 

“Para 2026 o Governo de Mato Grosso do Sul seguirá fortalecendo a rede de atendimento e proteção à mulher com a ampliação do número de Salas Lilás – expandindo assim ainda mais a cobertura territorial do atendimento especializado -, contínuo aperfeiçoamento de profissionais para atuar na rede, manutenção e fortalecimento do GT Deam, e avaliação e incorporação de novas tecnologias para que a modernização da gestão, com foco na eficiência do atendimento, seja perene. Essas iniciativas todas são consolidações de políticas públicas de curto, médio e longo prazo, com foco na prevenção e no rompimento do ciclo da violência e no engagamento da sociedade”, afirmou o governo por meio de nota.

Já a Polícia Civil afirmou que atua de forma redobrada, principalmente no período de festas, reforçando equipes de plantão através do programa Apoie e Proteja. Além disso, tem intensificado intimações de agressores sobre medidas protetivas de urgência.

“As equipes, inclusive, têm sido orientadas a dar prioridade absoluta nesses tipos de ocorrência com atendimento humanizado. Esse tema deve ser tratado com seriedade. Familiares, amigos, vizinhos, fiquem atentos aos primeiros sinais de violência. É importante lembrar que qualquer pessoa pode denunciar.  Às mulheres, reforçamos: não é aceitável qualquer tipo de violência, seja ela física, psicológica, moral ou patrimonial. Qualquer tipo de violência, procure a polícia, registre boletim e solicite medidas protetivas de urgência”, destacou o delegado Leandro Santiago, da 1ª Deam de Campo Grande.

(Vídeo: PCMS)

E quem são as vítimas de 2025?

Segundo a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), as vítimas mais frequentes são mulheres pardas, de 30 a 59 anos, mortas dentro de casa e pelos próprios maridos ou companheiros.

Os dados mostram que nenhuma mulher está segura, sejam meninas, jovens, adultas ou idosas, em casa, na rua, no trabalho, na escola ou até em hospitais. Os autores vão de companheiros e namorados a filhos, irmãos e até avôs.

1º — Karina Corim

O primeiro feminicídio de 2025 em Mato Grosso do Sul foi o de Karina Corim, de 29 anos, baleada na cabeça no dia 1º de fevereiro pelo ex-marido, Renan Dantas, em Caarapó. O crime aconteceu dentro da loja de capinhas de celular da vítima. Após atirar em Karina e na amiga Aline Rodrigues, de 32 anos, Renan ateou fogo no local e cometeu suicídio em seguida.

2º — Vanessa Ricarte

A jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, foi morta a facadas no dia 12 de fevereiro, em Campo Grande, pelo músico Caio César Nascimento Pereira. A comunicadora havia registrado boletim de ocorrência por ameaça e obtido medida protetiva contra o agressor. O autor está preso preventivamente e foi indiciado por perseguição, violência psicológica, cárcere privado e divulgação de cena de nudez.

3º — Juliana Domingues

Juliana Domingues foi assassinada com golpes de foice no dia 19 de fevereiro, na Aldeia Nhu Porã, em Dourados. O autor é o companheiro, Wilson Garcia, que foi preso horas depois.

4º — Miriele dos Santos

Miriele Santos, de 26 anos, foi morta no dia 22 de fevereiro em Água Clara pelo ex-namorado Fausto Júnior Aparecido de Oliveira, durante uma festa. O homem fugiu, mas foi preso no dia 25 de fevereiro.

5º — Emiliana Mendes

Emiliana Mendes foi morta pelo namorado, Vanderson dos Santos Carneiro, após uma discussão, em Campo Grande. O corpo foi arrastado até o imóvel onde ela morava. O acusado foi preso logo depois e confessou o crime.

6º — Gisele Oliskowski

Gisele Oliskowski, de 40 anos, foi morta pelo marido Jeferson Nunes Ramos em Campo Grande, no dia 1º de março. Ela foi golpeada com uma pedra, jogada em um poço e carbonizada. O autor foi condenado a 38 anos e 3 meses de prisão.

7º — Alessandra Arruda

Alessandra da Silva Arruda foi morta a facadas em Nioaque, no dia 29 de março, pelo companheiro Venilson Albuquerque Marques, que se entregou à polícia horas depois.

8º — Ivone Barbosa

Ivone Barbosa da Costa Nantes foi morta a facadas em Sidrolândia, no dia 17 de abril. O autor, Wilton de Jesus Costa, morreu dois dias depois em confronto com o Batalhão de Choque da PM.

9º — Thácia Paula

Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, teve o corpo encontrado no Rio Aporé, em Cassilândia, no dia 14 de maio. A polícia apurou que o crime ocorreu três dias antes.

10º — Simone da Silva

Simone da Silva, de 35 anos, foi morta a tiros na frente dos filhos em Ivinhema, no dia 14 de maio, pelo ex-marido William Megaioli da Silva, que se entregou logo depois.

11º — Olizandra Vera Cano

Olizandra Vera Cano, de 26 anos, foi morta a facadas pelo marido, em Coronel Sapucaia, no dia 23 de maio. O autor foi preso em flagrante.

12º — Graciane de Sousa

Graciane de Sousa Silva morreu em Nova Andradina, no dia 25 de maio, após sofrer agressões por quatro dias seguidos em Angélica.

13º e 14º — Vanessa Eugênia Medeiros e Sophie Eugênia Borges

Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e a filha Sophie Eugênia Borges, de 10 meses, foram mortas e queimadas pelo marido e pai da bebê, João Augusto Borges, de 21 anos, em Campo Grande, no dia 26 de maio.

15º — Eliane Guanes

Eliane Guanes, de 59 anos, foi queimada viva pelo capataz Lourenço Xavier, em Corumbá, no dia 6 de junho. O autor jogou gasolina e ateou fogo na vítima.

16º — Doralice Silva

Doralice da Silva, de 42 anos, foi morta a facadas em Maracaju, no dia 20 de junho, pelo companheiro Edemar Santos Souza, de 31 anos.

17º — Rose Antônia

Rose Antônia de Paula foi encontrada morta e quase decapitada em Costa Rica, no dia 28 de junho. O suspeito foi preso.

18º — Michely Rios

Michely Rios Midon Orue, de 48 anos, foi morta a facadas pelo próprio filho, de 21 anos, em Glória de Dourados, no dia 4 de julho. Ele foi preso.

19º — Juliete Vieira

Juliete Vieira, de 35 anos, foi morta a facadas pelo irmão Edivaldo Vieira, de 41 anos, em Naviraí, no dia 25 de julho.

20º — Cinira de Brito

Cinira de Brito foi morta com golpes de faca pelo companheiro Anderson Aparecido de Olanda, que depois se matou, em Aquidauana.

21º — Salvadora Pereira

Salvadora Pereira, de 22 anos, foi morta com um tiro no rosto pelo companheiro José Cliverson Soares, de 32 anos, na frente de cinco crianças.

22º — Dahiana Ferreira Bobadilla

Dahiana Ferreira Bobadilla, de 24 anos, foi morta e enterrada em uma cova rasa às margens do Rio Apa, em Bela Vista, por Dilson Ramón Fretes Galeano, de 41 anos.

23º — Érica Regina

Érica Regina Mota, de 46 anos, foi morta a facadas pelo marido Vagner Aurélio, de 59 anos, em Bataguassu. O homem foi preso em flagrante.

24º — Dayane Garcia

Dayane Garcia, de 27 anos, morreu na Santa Casa de Campo Grande após 77 dias internada, vítima de tiros disparados pelo ex-marido Eberson da Silva, em Nova Alvorada.

25º — Iracema Rosa

Iracema Rosa da Silva, de 75 anos, foi morta em Dois Irmãos do Buriti ao tentar defender a filha do genro agressor.

26º — Ana Taniely

Ana Taniely Gonzaga de Lima, de 25 anos, foi morta em Bela Vista pelo ex-namorado inconformado com o fim do relacionamento.

27º — Gisele da Silva

Gisele da Silva Saochine, de 40 anos, foi morta e incendiada pelo marido no quintal de casa. Em seguida, ele tirou a própria vida dentro do carro.

28º — Erivete Barbosa Lima

Erivete Barbosa Lima de Souza, de 48 anos, foi morta a facadas pelo marido Adenilton José da Silva Santos, de 30 anos, em Paranaíba. Ele foi preso e confessou o crime.

29º — Andreia Ferreira

Andreia Ferreira, de 40 anos, foi morta a tiros pelo marido Carlos Alberto da Silva, em Bandeirantes, após discussão. O autor foi preso uma semana depois.

30º — Solene Aparecida Corrêa

Solene Aparecida Ferreira Corrêa, de 46 anos, foi encontrada morta com sinais de enforcamento em Três Lagoas. A companheira Laura Rosa Gonçalves foi presa em flagrante.

31º — Luana Cristina Alves

Luana Cristina Alves foi morta a facadas em Campo Grande por Gilson Castelan de Souza, que foi preso logo depois. Ele foi encontrado morto no presídio em 4 de novembro.

32º — Aline Leite da Silva

Aline Silva, de 26 anos, foi morta a facadas em frente de casa, em Jardim, no dia 4 de novembro. O suspeito é o ex-companheiro.

33º — Maria Aparecida

Maria Aparecida Nascimento Gonçalves, de 43 anos, foi morta com uma facada no pescoço em Aparecida do Taboado. O filho dela, de 18 anos, e um amigo, de 20, foram presos em flagrante.

34º e 35° — Rosimeire Vieira e Irailde Vieira Flores

Rosimeire Vieira de Oliveira, de 37 anos, e sua mãe, Irailde Vieira Flores de Oliveira, de 83 anos, foram mortas a facadas, e depois tiveram os corpos carbonizados no dia 9 de novembro, em Rochedo. O suspeito do crime, preso, é o ex-namorado de Rosimeire.

36° – Gabrielli Oliveira dos Santos

Gabrielli Oliveira dos Santos foi morta no último dia 18 de novembro pelo companheiro em Sonora. Após o crime, o suspeito foi até a delegacia e confessou o crime.

37º – Alliene Nunes Barbosa

Ex-guarda municipal de Dourados, foi morta com 23 facadas. O suspeito é o companheiro, Christian Alexander Cabezas Henriquez, 44 anos, que foi preso um dia depois do crime, no dia 24 de novembro. O crime foi denunciado pelo filho, de 9 anos, que conseguiu fugir da casa e pedir socorro para vizinhos.

38º – Ângela Naiara Guimarães Gugel

Leonir Gugel desferiu golpes de canivete contra Ângela Naiara Guimarães Gugel e em seguida atentou contra a própria vida, porém sem sucesso. O crime ocorreu na manhã do dia 8 de dezembro, em Campo Grande.

39º Aline Barreto da Silva

Aline Barreto da Silva foi morta a facadas por ciúmes; o autor foi o companheiro dela, Marcelo Augusto Vinciguerra, de 31 anos, homem com quem conviveu mais de 12 anos e teve três filhos. O último feminicídio de 2025 ocorreu na madrugada do dia 14 de dezembro, em Ribas do Rio Pardo.

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