Advogado denuncia investigador por ameaça após briga por cachorros em Várzea Grande
Advogado afirma, na denúncia, que policial exibiu distintivo, fez ameaças e intimidou durante discussão motivada por uma confusão entre animais.
Um advogado de 32 anos registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido ameaçado por um investigador da Polícia Civil durante um desentendimento entre vizinhos envolvendo cães, em Várzea Grande. O caso ocorreu nessa segunda-feira (1º) e foi encaminhado para a Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão teve origem após uma briga registrada no dia 27 de maio. Segundo o advogado, a esposa dele passeava com um cachorro da raça Pit Monster quando dois cães que estavam soltos saíram de uma residência e atacaram o animal. Durante a situação, uma moradora teria agredido verbalmente a mulher e arremessado um tamanco contra ela.
Já nesta segunda-feira, o advogado afirma que caminhava com o cachorro quando foi abordado pelo investigador que atua na Delegacia Especializada da Mulher de Várzea Grande. Conforme a denúncia, o policial teria se identificado por meio de um distintivo da Polícia Civil e questionado o advogado sobre o episódio envolvendo os animais.
Segundo a denúncia, após o advogado afirmar que seu cachorro apenas se defendeu do ataque, o investigador teria descido do veículo e feito ameaças contra ele e o animal.
A vítima relatou que o policial teria dito que atiraria no cachorro caso ele passasse em frente à residência do suspeito. O advogado também afirma ter sido intimidado durante toda a discussão e alegou que o investigador sacava e guardava a arma repetidamente enquanto conversava com ele. Veja vídeo abaixo do momento da discussão:
Ainda conforme o boletim, o advogado sustenta que carregava apenas um objeto utilizado para espantar cães durante os passeios, e não uma arma de fogo, como teria sido insinuado pelo policial durante a abordagem.
O caso foi registrado como ameaça consumada. O boletim aponta o uso de arma de fogo e força muscular como meios empregados na ocorrência. Ao final do registro, a Delegacia Digital informou que o procedimento foi encaminhado para análise da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
A reportagem tenta contato com o investigador citado no boletim e com a Polícia Civil.
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