Advogado preso por atropelar idosa já pulou do 3º andar de delegacia para fugir; relembre
Em 2004, Paulo Roberto Gomes dos Santos se jogou da janela do terceiro andar da Delegacia de Homicídios, em Cuiabá, após ser preso pelo assassinato de Rosimeire Maria da Silva.
Preso pelo atropelamento e morte da idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, ocorrido nessa terça-feira (21), na Avenida da FEB, em Várzea Grande, o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, já havia protagonizado uma tentativa de fuga depois de ter sido preso acusado de um feminicídio, em 2004.

Naquele ano, após ser preso como principal suspeito do assassinato de Rosimeire Maria da Silva, de 25 anos, ele se jogou da janela do terceiro andar da Delegacia de Homicídios, em Cuiabá, enquanto prestava depoimento à polícia. À época, ele usava o nome falso Francisco de Ângelis Vaccani Lima.
O corpo de Rosimeire foi encontrado no Rio São Lourenço, em Jaciara. O então namorado da vítima, que se apresentava como Francisco Vaccani, foi apontado como principal suspeito do crime. O caso provocou comoção e levou familiares e amigos a realizarem protestos no centro da cidade. Veja abaixo cenas do protesto e do local da tentativa de fuga divulgadas à época:
Durante o interrogatório, o suspeito pulou da janela da delegacia, sofreu fraturas nos braços, pernas, pés e costelas e foi socorrido. Ele permaneceu internado sob escolta policial. Apesar da gravidade das lesões, não morreu.
A prisão preventiva já havia sido decretada antes da tentativa de fuga. A transferência para a cadeia ficou condicionada à liberação médica, já que ele precisou passar por cirurgias e chegou a necessitar de um novo procedimento ortopédico após a perda da tala no braço direito.
As investigações indicaram que Paulo teria utilizado uma caminhonete emprestada na noite do crime para transportar o corpo da vítima. O veículo foi submetido à perícia, que identificou vestígios de sangue e fios de cabelo que poderiam ser de Rosimeire.
Funcionários de um motel em Juscimeira (MT) reconheceram o suspeito como o homem que esteve com a vítima na noite do desaparecimento. A informação reforçou a suspeita de que o homicídio tenha ocorrido no município.

O caso teve ampla repercussão e foi acompanhado pela TV Centro América, que mostrou a investigação policial do caso e Paulo internado, enquanto os policiais faziam escolta do lado de fora do quarto de hospital. Assista:
O atropelamento
Paulo Roberto foi preso nessa terça-feira (21) e pode responder por homicídio doloso pelo atropelamento e morte de Ilmis. Segundo o delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Paulo Roberto foi interrogado e negou ter atropelado a idosa. Em depoimento, ele alegou que a vítima teria colidido contra o carro dele, versão que é contestada pelas imagens analisadas pela polícia. Veja o depoimento dele abaixo:
Imagens de câmeras de monitoramento mostram que a vítima estava a menos de 50 centímetros de concluir a travessia quando foi atingida pelo carro de Paulo em alta velocidade. Com a força do impacto, ela foi arremessada por cima do canteiro central e acabou sendo atingida por um segundo veículo, que trafegava no sentido contrário. A vítima morreu ainda no local. Veja:
Após o impacto, Paulo Roberto continuou dirigindo por cerca de três quilômetros, mas foi seguido por um policial à paisana, que viu o acidente, e foi atrás dele para impedir a fuga.
Ainda conforme o delegado, apesar de o suspeito afirmar que chorou após o ocorrido e precisou de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), durante o interrogatório ele não demonstrou arrependimento e tentou atribuir a responsabilidade do atropelamento à própria vítima.

Além do homicídio doloso, o motorista também deve ser responsabilizado por fugir do local do acidente e não prestar socorro. Ele irá passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (21).
Ao Primeira Página, a defesa de Paulo Roberto disse apenas que ele está extremamente desolado com o acidente. “Foi um acidente, dificilmente uma pessoa sai na rua e pensa: ‘hoje vou atropelar uma senhora de idade’. Foi um lamentável acidente”.
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