Trio é condenado após levar 3,4 mil litros de agrotóxico do Paraguai proibido em MS
Produto proibido foi encontrado durante fiscalização na MS-164, perto da fronteira com o Paraguai
Uma carga com cerca de 3,4 mil litros de um agrotóxico proibido no Brasil era transportada em um caminhão como se fosse fertilizante agrícola quando foi descoberta durante uma fiscalização na MS-164, em Mato Grosso do Sul. O caso terminou com a condenação de três homens em Ponta Porã.

As penas foram aplicadas pela 2ª Vara Federal de Ponta Porã e variam de três anos e seis meses a quatro anos e seis meses de reclusão.
A abordagem ocorreu em um trecho da rodovia perto da fronteira com o Paraguai. Dentro do caminhão, os policiais encontraram o produto armazenado em grandes reservatórios e galões.
Agrotóxicos estavam escondidos dentro do caminhão
A documentação apresentada aos agentes indicava que a carga seria de fertilizante e estava acompanhada por uma nota fiscal emitida em nome de uma empresa de Ponta Porã.
Segundo a Justiça Federal, as informações levantaram suspeitas durante a fiscalização. Uma análise técnica encontrou inconsistências nos documentos e características do material que não batiam com o produto declarado.

Os exames periciais realizados após a apreensão identificaram a substância como Paraquat, herbicida com comercialização e produção proibidas no Brasil.
Justiça aponta operação organizada
Durante o processo, a Justiça considerou que os envolvidos não atuavam de forma isolada. Segundo a sentença, havia uma divisão de tarefas para viabilizar a entrada e a circulação do agrotóxico no país.
A operação inclui o transporte da carga, o uso de uma empresa como cobertura da operação e a documentação considerada falsa.
Para a juíza federal Amanda Duarte de Almeida Ferreira, as provas reunidas no processo comprovaram a participação dos acusados nos crimes.

O volume do produto também foi considerado na análise do caso. O laudo de perícia mostrou riscos da carga para a saúde humana e o meio ambiente.
Dois homens foram condenados por transporte irregular de agrotóxicos, associação criminosa e uso de documento particular falso.
O terceiro recebeu condenação por transporte irregular de agrotóxicos e associação criminosa.
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