Alvo de operação, grupo invadia contas do gov.br e ostentava carros de luxo em SP
Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão três prisões preventivas, três mandados de busca e apreensão e três quebras de sigilo telemático.
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta quarta-feira (21), nove ordens judiciais no âmbito da Operação CyberCombat, voltada ao combate a fraudes eletrônicas, invasão de dispositivos digitais e falsidade ideológica. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão três prisões preventivas, três mandados de busca e apreensão e três quebras de sigilo telemático.
As decisões foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Lucas do Rio Verde. Para o cumprimento das ordens, equipes da Polícia Civil do município se deslocaram até Piracicaba, onde residem os investigados. A ação contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo.

Fraude começou com invasão ao gov.br
As investigações tiveram início em dezembro do ano passado, após uma vítima procurar a delegacia de Lucas do Rio Verde e relatar a invasão de sua conta no portal gov.br. A partir do acesso indevido, criminosos teriam subtraído dados pessoais e utilizado as informações para financiamento fraudulento de veículos, além da abertura de contas e registros em nome da vítima, sem autorização.
Com base no relato e nos levantamentos iniciais, a Polícia Civil passou a rastrear a atuação do grupo, reunindo indícios que levaram à identificação de três suspeitos, todos moradores de Piracicaba.
Ostentação chamou atenção dos investigadores
Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram que os suspeitos exibiam, em redes sociais, um padrão de vida elevado, com publicações frequentes envolvendo veículos de luxo e sinais de ostentação, incompatíveis com as atividades formais conhecidas.
Diante do conjunto de provas reunidas, a autoridade policial representou ao Judiciário pela prisão preventiva dos investigados, bem como pela expedição de mandados de busca e apreensão e pela quebra de sigilos telemáticos, com o objetivo de aprofundar a coleta de provas e identificar outros possíveis envolvidos.

Medidas autorizadas pela Justiça
As representações foram acolhidas pelo Poder Judiciário, com parecer favorável do Ministério Público, autorizando a deflagração da operação. Os materiais apreendidos e os dados obtidos com a quebra de sigilos devem subsidiar a continuidade das investigações.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e não descarta novas fases da operação, à medida que as análises técnicas avancem e outros possíveis crimes e vítimas sejam identificados.
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