Amiga e ex-mulher questionam versão de condenada por matar e esquartejar chargista
Clarice Silvestre de Azevedo, de 45 anos, pegou 16 anos e 6 meses por matar e esquartejar chargista, em Campo Grande
Amiga de mais de 25 anos, e ex-mulher do chargista Marcos Antônio Rosa Borges, de 54, morto pela massoterapeuta Clarice Silvestre de Azevedo, de 45, não concordam com versão da acusada. No júri do caso, ocorrido nesta quinta-feira (2), em Campo Grande, a acusada alegou que a vítima seria uma pessoa controladora e que, durante uma discussão, teria dado dois tapas nela.

“Ele nunca foi agressivo com ninguém. Não tem possibilidade do Marcos ter dado um tapa em alguém. Não tem isso. Não aconteceu. A versão dela não condiz”, afirma Geize Paim, de 42 anos, amiga do chargista há mais de 25 anos.
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Além disso, a vendedora detalhou atitudes suspeitas de Clarice. “Ela já fez rolos com amigos nossos, já tentou uma falsa gravidez. Uma mulher, assim, totalmente baixa. Eu acredito que ela fez mesmo de propósito, pensado… É muito triste a gente viver isso, sabe? O que nós perdemos ela nunca vai perder. A dor que a gente passa ela nunca vai passar”, revela Geize.
A vendedora ainda lamentou a saudade que sente do amigo. “Nós nunca mais vamos ter ele. A gente fica até hoje com aquele sorriso, com aquelas lembranças de um grande amigo. Um excelente pai (…) um excelente homem. Um homem encantador. Nunca foi agressivo”, afirma.

Além da amiga, quem esteve presente no júri desta quinta foi a ex-esposa de Marcos, Erika Santos Martins, de 39 anos. Assim como Geize, a esteticista também desconfia das agressões relatadas por Clarice.
“10 anos eu fui casada com o Marcos. Ele sempre foi uma pessoa calma, sempre foi uma pessoa tranquila, vivia rindo (…) uma pessoa boa! (…) ele que cuidava da mãe dele”, declara Erika. Sobre a mãe do chargista, a ex-mulher relata que, devido a morte do filho, ela não resistiu e faleceu.
“Ele que cuidava da mãe. Ela ficou muito doente por causa disso”, afirma Erika. Em relação ao relacionamento da massoterapeuta com Marcos, ela desconhece. “Ninguém sabia desse envolvimento que os dois tinham. Ninguém sabia”, finaliza.
Versão da condenada
Clarice mudou a versão do crime, ocorrido em novembro de 2020. Segundo ela, ambos mantinham um envolvimento amoroso, e Marcos tinha ciúmes dela por atender os amigos dele como massoterapeuta. Contudo, para a polícia, o crime teria acontecido porque a vítima não queria assumir o relacionamento, já que estava envolvido com outra pessoa.
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