Amigos de morador morto por guarda pedem justiça no velório

Cauby de Freitas Novaes tinha 56 anos, e foi enterrado no início da tarde desta sexta-feira (14), no Cemitério Santo Amaro, em Campo Grande

Cauby de Freitas Novaes, 56 anos, foi enterrado no início da tarde desta sexta-feira (14), no Cemitério Santo Amaro, em Campo Grande. O morador em situação de rua morreu após ser agredido pelo guarda civil metropolitano Emerson Teixeira Barbosa, 48 anos, na última terça (11), no bairro Lar do Trabalhador.

Velório do morador
Amigos protestando com cartazes no velório do morador em situação de rua morto por guarda. (Foto: Osvaldo Nóbrega)

“Ele tem família, era da comunidade. Que o caso não fique impune. A gente quer justiça”, declara Mônica da Silva Bispo, dona de casa e amiga de Cauby.

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Durante o velório, moradores fizeram um protesto com cartazes. “A comunidade não vai calar” e “Ele não está sozinho” eram as mensagens dos amigos. Eles pedem justiça e punição ao guarda.

Uma câmera de segurança registrou o momento que Emerson dá um soco no rosto de Cauby na rua. A vítima cai no chão e o guarda vai embora pilotando uma motocicleta. Cauby chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu e morreu na noite seguinte na Santa Casa de Campo Grande.

Agressão guarda
Guarda Emerson agredindo Cauby na rua, no Lar do Trabalhador (Foto: Reprodução)

Emerson foi detido no mesmo dia do crime. Ele alegou aos policiais que agrediu Cauby depois de ser insultado. O guarda prestou depoimento na delegacia, foi liberado e vai responder por lesão corporal dolosa (quando há intenção de matar) seguida de morte.

A delegada responsável pelo caso, Marília de Brito, afirma que Emerson responde ao inquérito em liberdade. Por enquanto, segundo ela, não há motivos para pedir prisão preventiva dele, a não ser que surja um fato novo, como ameaça a testemunha.

A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social informou por meio de nota que vai abrir sindicância para investigar o caso e tomar providências. Ainda alegaram que o servidor “nunca realizou rondas nas ruas e não estava em serviço no momento do fato ocorrido”.

Por fim, disseram que o guarda está afastado das funções há mais de um ano e que responde a procedimentos administrativos. A comissão disciplinar decidiu pela sua demissão.

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