Angeliquinha: faccionada foragida de Cuiabá entra na lista dos mais procurados do país
Angélica Saraiva de Sá, a Angeliquinha, fugiu da penitenciária feminina Ana Maria do Couto May em agosto de 2025 e, desde então, segue foragida e considerada de alta periculosidade.
Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, entrou para a lista dos criminosos mais procurados do Brasil. Apontada como líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, ela fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, no ano passado, onde cumpria pena estipulada em quase 100 anos de prisão por crimes como assassinato e ocultação de cadáver.

Foragida de alta periculosidade
Há pouco mais de dois meses, Angélica Saraiva foi alvo da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil contra um grupo familiar de faccionados envolvido em crimes como tráfico de drogas, lavagem de mais de R$ 20 milhões em dinheiro e divulgação de jogos de azar em Alta Floresta (MT).
Angeliquinha, também chamada de Baronesa, Bibi e Viriginia, fugiu da penitenciária de Cuiabá em agosto do ano passado e, desde então, segue foragida e considerada de alta periculosidade.

Mortes
Em 2022, a criminosa teria ordenado as mortes de quatro homens, que seriam integrantes de um grupo criminoso rival na região norte do estado. As vítimas foram:
- Alan Rodrigues Pereira, de 36 anos;
- Caio Paulo da Silva, de 31 anos;
- Jefferson Vale Paulino, de 27 anos;
- João Vitor da Silva, de 19 anos.

No dia do crime, os homens teriam ido até a casa de um dos rapazes para, supostamente, usarem drogas. Eles foram mantidos reféns e torturados até confessarem participação na facção rival, momento em que Angélica ordenou as mortes.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), outras 14 pessoas teriam envolvimento nos assassinatos das vítimas, que foram para a cidade a trabalho em pavimentações asfálticas.
Família de faccionados
Na época da Operação Showdown, a polícia apurou que o grupo familiar, incluindo o pai, filha e marido de Angélica, teria movimentado mais de R$ 20 milhões no período de 1 ano e sete meses.
Os suspeitos foram apontados como operadores financeiros do grupo criminoso, atuando na lavagem de dinheiro adquirido pelo tráfico de drogas.
Para lavar o dinheiro, os investigados usavam diversos mecanismos, como empresas de fachada nos ramos de calçado, beleza e roupas multimarcas, além de plataformas digitais e jogos de azar on-line.
O esquema também envolveria exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. Sob o comando direto da filha, o pai líder da facção faria a gerência do garimpo e de um bar – que também funcionada como casa de prostituição – próximo de Nova Bandeirantes (MT).
No local, os envolvidos ainda praticavam extorsões a garimpeiros e tráfico de drogas. O ouro, obtido na região, poderia ser utilizado como forma de ocultar e repor recursos ilegais no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro por parte da polícia.
Confira a lista completa dos Procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) aqui.
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