Após ameaça de 'resgate' por comparsas, alvo de operação é transferido de presídio
Principal integrante é organização foi transferido para o sistema penitenciário federal
Nesta quarta-feira (2), a Polícia Civil recebeu a informação de que cerca de 15 homens fortemente armados estavam se preparando para resgatar o alvo da Operação Intocável, preso nesta manhã em Mirassol d’Oeste, a 329 km de Cuiabá.
Diante desta informação, forças de seguranças uniram diversos agentes e fizeram a transferência do detido para o sistema penitenciário federal. Posteriormente, ele deve ser transferido para um presídio de segurança máxima, que não foi revelado.
Vídeos mostram a mobilização ocorrida em Mirassol, nesta quarta-feira.
Operação Intocável
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira, com o objetivo de desarticular uma e organização criminosa especializada em tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão expedidos pela 4ª Vara Criminal de Cáceres, especializada em Organização Criminosa.
Foram expedidas também ordem de sequestro de bens e valores dentre eles diversos bens móveis e imóveis, incluindo veículos, aeronaves, bovinos, fazenda e aeronaves pertencentes ao principal investigado da operação registrados em nome de terceiros e familiares.

As ordens judiciais foram cumpridas em Mirassol d’Oeste, Porto Esperidião e Sapezal.
Durante as investigações foi constatado que os integrantes da organização criminosa apresentavam um padrão financeiro totalmente incompatível com as rendas declaradas ostentando viagens de luxo, veículos de alto padrão. Há ainda o registro de uma movimentação financeira de cerca de R$ 25 milhões.
De acordo com o delegado da PF, Marcus Vinícius Zampieri, além de líder da organização o “intocável” era violento e ostentava nas redes sociais armamento de alto calibre.
Nome da operação
Nome da operação faz referência ao alvo principal que se uma vez que segundo, acreditava ser intocável, inalcançável, pelas forças de Segurança Pública e se gabava desse fato dizendo que nem a Polícia Federal poderia pegá-lo.
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