Após atentado, prefeitura de Pedro Juan Caballero amanhece fechada

Enquanto isso, José Carlos Acevedo permanece internado em estado grave

Depois do atentando contra o prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo, o paço municipal da cidade amanheceu fechado nesta quarta-feira (18) e com a segurança reforçada por policiais vindos da cidade de Concepción, também no Paraguai. Enquanto isso, o administrador – que levou sete tiros – permanece internado em estado grave.

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Policiais reforçaram segurança no paço municipal (Foto: Martim Andrada)

Acevedo, de 53 anos, foi ferido a tiros em frente ao prédio da prefeitura da cidade, que é separada de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, apenas por uma rua, conhecida como Linha Internacional. Câmeras de segurança registraram a ação dos bandidos durante o atentado.

Na gravação, de 26 segundos, é possível ver um carro prata parando em frente ao paço municipal. Primeiro, um homem sai de arma em punho do banco do passageiro. Depois, outro desce do banco de trás do passageiro. O motorista faz uma manobra, avança e um dos homens corre atrás do veículo em seguida.

Segundo a imprensa local, Acevedo foi atingido por sete tiros e foi socorrido em estado grave para uma clínica particular da cidade. Lá, sofreu parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimado. Em entrevista, Ronald Acevedo, que é irmão do prefeito e governador de Amambay, afirmou que o estado de saúde é delicado.

“Está em estágio crítico e não pode ser transferido da clínica até ser estabilizado”, explicou o governador.

A situação fez com que o policiamento em Pedro Juan fosse reforçado. Cerca de 50 policiais da força-tarefa da Polícia Nacional foram enviados a cidade e nesta manhã fazem a segurança do paço municipal, que está fechado.

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Cerca de 50 policiais chegaram na cidade nesta quarta-feira (Foto: Martim Andrada)

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Falta de segurança

No fim do ano passado, Ronald Acevedo perdeu a filha de 21 anos em uma chacina também em Pedro Juan Caballero. Haylee Carolina Acevedo Yunis e outros três colegas foram mortos a tiros de fuzil logo após deixarem uma festa.

Ao ver o irmão também ser vítima de atirados, o governador fez críticas as politicas do país contra o crime organizado. Com a tentativa de execução contra o prefeito da cidade paraguaia, chegou a se cogitar a decretação de estado exceção, em Amambay, possibilidade que foi rejeitada por Acevedo.

“Um estado de exceção, prejudicará pessoas inocentes, o que precisamos é de uma política de estado forte. Amamabay precisa disso há 20 anos, nenhum governo que passou cuidou disso”, disse o governador em entrevista ao site ABC Color. “A guerra está perdida”, lamentou

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