Após bebê ser internado, Vigilância encontra fórmula proibida em mercado de Dourados

Fabricante informou que está atuando em estreita cooperação com as autoridades responsáveis

Após um bebê ser internado com suspeita de intoxicação por uma fórmula infantil proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Vigilância Sanitária de Dourados intensificou a fiscalização dos produtos relacionados pela Anvisa.

Fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé que tiveram a venda suspensa pela Anvisa. (Foto: Reprodução)
Fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé que tiveram a venda suspensa pela Anvisa. (Foto: Reprodução)


A vigilância sanitária de Dourados informou que apura a situação e aguarda os resultados de exames para verificar se há relação entre o produto consumido e a internação da criança, e até o momento não há nada confirmado.

Após o registro do caso, a Prefeitura de Dourados afirmou que reforçou as ações de fiscalização em farmácias e supermercados da cidade, e que até o momento, mais de 20 estabelecimentos receberam as equipes de fiscalização, e foram encontrados alguns produtos da lista de restrição da Anvisa.

No dia 7 de janeiro, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda., como medida preventiva de proteção à saúde pública.

A empresa identificou a possível presença da substância Cereulide, produzida pelo microorganismo Bacillus cereus, em um dos ingredientes utilizados nas fórmulas. Conforme o gerente da Vigilância Sanitária de Dourados, Diego Mesquita, os lotes proibidos ainda foram encontrados em um supermercado na cidade.

“Nós visitamos cerca de 23 estabelecimentos, notificando, verificando. Muitos desses estabelecimentos já tinham recebido a informação do fornecedor e já tinham feito a retirada desses produtos, de suas prateleiras, suas gôndolas, porém ainda chegamos a encontrar, né, um lote desse em numa rede de supermercado.”

Diego Mesquita, gerente da Vigilância Sanitária de Dourados

Além disso, o gerente reforçou a importância do consumidor verificar o lote, e conferir se o lote está incluso na proibição, e se encontrar em casa, não consumir de forma alguma. Os responsáveis de crianças consumirem esses produtos devem ficar atentos as reações que a criança tiver, como vômito, diarreia, e caso tenha alguma dessas reações, procurar um profissional médico para não evoluir o quadro.

Em nota, a Nestlé informou que está atuando em estreita cooperação com as autoridades responsáveis e reafirma que a qualidade e segurança alimentar são prioridades. A empresa também disse que os canais de comunicação estão com atendimento ampliado para o esclarecimento de dúvidas.

A reportagem questionou se a empresa possui conhecimento sobre a suspeita de que essa criança de Dourados teria sofrido intoxicação por um dos produtos restritos e se alguma providência seria tomada, mas não houve retorno sobre isso.

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