Após resgate de turistas, protocolos na Serra da Bodoquena serão revisados

O passeio de sexta-feira (2) seguiu todas as medidas de segurança existentes, mas elas não foram suficientes

Após turistas precisarem ser resgatados durante um passeio na trilha do Cânion do Rio Salobra, devido à subida repentina do nível do Rio Limoeiro, a administração do Parque Nacional da Serra da Bodoquena pretende revisar os protocolos de segurança na região.

O caso aconteceu nesta sexta-feira (2).

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Resgate Corpo de Bombeiros (Foto: Aladia Secchi)

Segundo Sandro Pereira, analista ambiental do ICMBio e chefe do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, hoje o principal procedimento de segurança para liberação dos passeios de aquatrekking e canoagem é o nível da água, medido por duas réguas instaladas no Rio Salobra. Para a caminhada, o limite é de 65 cm e para canoagem, 70 cm.

O passeio desta sexta-feira seguiu todos os protocolos iniciais. “Às 9h30, a régua de monitoramento marcava 55 cm, dentro do limite de segurança de até 65 cm para caminhada e 70 cm para canoagem”, explica Pereira.

No entanto, uma chuva intensa na cabeceira do Rio Limoeiro — trecho localizado fora dos limites do Parque e que não possui réguas de medição — provocou uma cheia em apenas 30 minutos. O nível subiu tão rápido que inviabilizou a travessia de retorno dos turistas, que normalmente é feita com água na altura da canela.

Sem condições de atravessar por conta própria, os turistas aguardaram na mata enquanto o atrativo Eco Serrana Park acionava o Corpo de Bombeiros.

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A situação, apesar de imprevisível, serviu de alerta e agora algumas mudanças devem ser pensadas e instituídas.

Segundo Sandro, a primeira é a instalação de novas réguas de medição ao longo de todo o percurso do Salobra e também do Rio Limoeiro. A medida deve ajudar a tornar as mudanças do volume da água mais precisas.

Além disso, estão sendo estudadas alternativas para travessias em caso de enchente, como a instalação de um sistema de tirolesa com cadeirinhas, permitindo que os turistas cruzem o rio por cima.

“Vimos que monitorar apenas um rio não é suficiente. Nossa prioridade agora é garantir que, se houver uma nova surpresa da natureza, ninguém precise se arriscar na água.

Fádua Fazzi, proprietária da Eco Serrana Park, responsável pelo passeio, também afirmou que estudam a construção de uma ponte como travessia alternativa.

O passeio foi suspenso neste sábado (3) e permanecerá fechado até que as condições de segurança sejam plenamente restabelecidas.

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