Ataque flagrado por câmeras vira duplo homicídio e testemunhas fogem de MS
No dia 24 de maio, atirador atingiu dois irmãos, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. Um morreu no dia e outro um mês depois
Desde o fim de junho, o atentado em uma casa do Jardim Los Angeles, ocorrido em 24 de maio, passou a ser investigado como duplo homicídio. Isso porque o dono da residência, que estava internado na Santa Casa de Campo Grande, não resistiu aos ferimentos; Jefferson Lourenço da Silva, de 27 anos, era irmão de Jairo Lourenço da Silva – que no dia do crime morreu com seis tiros na cabeça.
A investigação enfrenta dificuldades inerentes a crimes com características de pistolagem. As duas testemunhas que estavam na casa, por exemplo, se mudaram de Mato Grosso do Sul.
O tiroteio aconteceu no dia 24 de maio. Jefferson e o irmão estavam sentados na varanda de casa com as esposas e outros dois homens quando os pistoleiros chegaram. Tudo foi gravado por câmeras de segurança.
Os bandidos fugiram, deixando Jairo morto e outras duas pessoas feridas – Jefferson e a mulher dele. Por quase um mês, o morador ficou internado, e no dia 23 de junho teve a morte constatada pela equipe médica.
No dia seguinte ao crime, um veículo Onix foi achado incendiado, na mesma região, gerando a suspeita de queima de arquivo. A perícia neste carro ainda não foi concluída, conforme o delegado responsável pelo inquérito, Rodolfo Daltro, da 5ª Delegacia de Polícia Civil, no bairro Piratininga.
Durante todo o tempo em que esteve internado, Jefferson teve escolta policial, já que era investigado por tráfico de drogas. No dia do atendado, a polícia encontrou uma sacola com cocaína, porções de maconha e mais de R$ 9,5 mil na residência do casal, por isso, o irmão de Jairo – mesmo ferido – foi preso preventivamente pelo crime.
Testemunhas fugiram de MS
Uma das hipóteses da polícia era de que o atendado estava diretamente ligado com o tráfico. No dia dos fatos, as duas mulheres chegaram a dar nomes de suspeitos de serem os atiradores e de mandante, um traficante conhecido na região, durante o atendimento da Polícia Militar. Para a Polícia Civil, desmentiram essas declarações.
No processo contra Jefferson por tráfico, a justiça tentou intimar Lorrayne Aline da Silva, 22 anos, e Márcia da Silva dos Santos. Não conseguiu.
Depois de ir aos endereços das mulheres e não encontrar ninguém, o investigador da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) bateu na casa dos parentes das duas, mas em todos os lugares ouviu que ninguém sabia do paradeiro delas e que ela haviam ido embora de Campo Grande por medo.
Dias depois, o advogado de Márcia procurou a delegacia especializada e avisou que as duas haviam deixado Mato Grosso do Sul por medo de sofrerem um novo atentado. O defensor, Jean Carlos Lopes, pediu para as duas fossem ouvidas por videoconferência.
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