Avatar passou 3 meses escondido em MS após balear trio no Acre
Segundo a Polícia Civil, Anderson tentou matar desafeto de facção rival, mas atingiu dois adolescentes e um adulto; o suspeito foi morto em confronto, em MS
A ficha criminal de Anderson da Silva Chagas, o “Avatar”, de 33 anos, era extensa na região norte do país, de onde fugiu em janeiro deste ano, após tentar matar o integrante de uma facção rival e acabar baleando três pessoas. Encontrado em Campo Grande, ele foi morto em confronto, na segunda-feira (8).

De acordo com o delegado Alcino Sousa, titular da Delegacia de Homicídios de Rio Branco, Anderson era um antigo conhecido da polícia. “Eu mesmo fui delegado da Delegacia de Roubos e, por coincidência, já tinha prendido ele, lá atrás. Ele tinha um histórico criminal extenso, muitos roubos, até que acabou integrando uma facção de âmbito nacional, mas com forte ligação entre Mato Grosso do Sul e o Acre”.
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Inclusive, foi por uma desavença com integrante de grupo criminoso rival, que Avatar acabou por atirar em três pessoas, dois adolescentes e um adulto, em um bairro periférico de Rio Branco. Na ocasião, o homem que seria alvo dos tiros conseguiu fugir sem nenhuma lesão.
“Foi no dia 28 de janeiro. Depois de interrogado, ele [Anderson] acabou fugindo para MS”, explicou o delegado.
Força-tarefa com a DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) de Campo Grande permitiu localizar o suspeito, na capital. Na segunda, logo no início da manhã, Anderson reagiu a tentativa de cumprimento de mandado de busca e apreensão e acabou morto em confronto.
Ele foi encontrado na companhia da namorada, uma mulher de 29 anos, presa em flagrante por tráfico de drogas. No local, policiais encontraram equipamentos que indicam que o apartamento do casal, além de um segundo imóvel no mesmo condomínio, funcionava como uma espécie de fábrica de drogas.
Porções preparadas e maconha “in natura” foram apreendidas. Para a polícia, Avatar se aproveitava da proximidade com a fronteira, para pôr em prática um esquema que enviava ilícitos para o norte do Brasil.
“Ele acabou coordenando o trânsito de maconha e armas, do Centro-Oeste para a região norte”, reforçou Alcino.
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