Bebê internado em Campo Grande sofreu agressão em casa invadida

Menino de dois anos está internado na Santa Casa de Campo Grande em estado gravíssimo

O bebê de dois anos internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande sofreu violência em uma casa invadida pela família no Jardim Colibri. De acordo com as delegadas Nelly Macedo e Anne Karine Trevizan, titulares na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), trata-se de pessoas em situação de rua, ou seja, que a cada dia estavam em um canto da cidade.

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As delegadas Nelly Macedo e Anne Karine Trevizan, titulares na DEPCA (Foto Maressa Mendonça)

A desconfiança sobre o que de fato aconteceu com o menor começou após avaliação do estado de saúde. “Eram lesões graves em órgãos vitais e nos fez suspeitar que não se tratava de um acidente, sim de algum ato violento contra a criança”.

A mãe e o padrasto, de 19 e 24 anos respectivamente, estão presos de forma preventiva (duração de 30 dias). Até o momento eles apresentaram três versões diferentes para justificar as lesões que a criança apresenta, porém todas inconsistentes.

Apesar disso, não confessaram serem os autores do crime que por ora é o de tentativa de homicídio. Caso o pequeno não resista, torna-se homicídio. A mulher tem outra filha de 4 anos que está com a avó materna.

A dinâmica das agressões ainda não foi desvendada tanto pela falta de confissão, quanto pelo modo como a família vivia. Por perambularem de um lugar para o outro, chegando a se abrigar em uma Kombi, a polícia encontrou dificuldade em elucidar como o garotinho ficou naquele estado.

No dia em que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorrer o menino, o casal estava a duas quadras da casa em que se abrigava durante a noite. “Tem imagem deles correndo com a criança para que o local não fosse identificado”.

Entre as versões apresentadas pelos suspeitos está que a criança teria caído na rua, depois de uma escada, na saída da cozinha do imóvel invadido enquanto brincava com a irmã e, por fim, sustentaram que a queda ocorreu de um muro. A mãe não tinha passagem pela polícia, já o padrasto têm ocorrência como roubo e violência doméstica.

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