Câmera flagra furto de jabuti em área de preservação em MT e suspeito diz que o consumiu
O vídeo que mostra um casal furtando o animal de uma área de preservação foi publicado nas redes sociais do Parque Estadual Serra Azul, em Barra do Garças, no sábado (29).
Um jabuti foi furtado de uma área de proteção ambiental nas imediações do Parque Estadual Serra Azul, em Barra do Garças (MT). Nas redes sociais, a administração do parque publicou um vídeo, no último sábado (29), mostrando o momento em que um casal retira o animal do local e foge em uma moto.
Já no domingo (30), uma nova publicação informou que um dos envolvidos no caso foi identificado e, durante abordagem, ele confirmou que usou o animal para consumo.
No vídeo divulgado pela organização do parque, é possível ver que um casal em uma moto se aproxima do animal, que atravessava uma estrada que funciona como corredor ecológico na área de preservação.
Ambos descem da motocicleta e parecem conversar enquanto olham o jabuti seguindo a travessia. Então, o homem pega o animal no colo. Na sequência, o casal conversa novamente, sobe na moto e foge do local levando o animal.

Na data da publicação do vídeo, a administração do local ainda pediu a devolução imediata do jabuti e informou que já havia recebido denúncias com informações sobre os supostos envolvidos. O parque também alertou que o réptil não deveria ser abandonado ou solto em outro local.
Porém, um dia depois, uma nova publicação informou que um dos responsáveis pela retirada do animal foi localizado e identificado. O suspeito confessou ter usado o animal para consumo.
“Infelizmente, o jabuti não pôde ser devolvido à natureza. Os fatos foram registrados e serão encaminhados às autoridades competentes para análise e providências cabíveis.”
O parque também agradeceu aos seguidores que contribuíram com informações para a identificação do responsável. Segundo a administração, a participação da comunidade foi fundamental para o esclarecimento da ocorrência.
Segundo a legislação, a retirada de animais silvestres de seus ambientes naturais é crime e pode causar impactos à fauna e ao equilíbrio do ecossistema. A pena prevista é de 6 meses a 1 ano de prisão, além de multa.
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