Caso Evandro: filho de condenada usa corda e foge de presídio em MS
Luccas Abbage havia sido preso em há pouco mais de dois meses, após circular pelo estado com documentos falsos; levado para Dourados, ele cumpria pena por duas condenações por homicídio
Luccas Abbage, de 32 anos, fugiu do Presídio de Segurança Maxima de Dourados, a 201 km de Campo Grande, na madrugada deste sábado (3). Condenado a mais de 80 anos por dois homicídios, no Paraná, Luccas, que é filho de uma das condenadas no Caso Evandro, de repercussão nacional, estava preso há pouco mais de dois meses, em Mato Grosso do Sul.

Após cerca de um mês foragido, Luccas foi encontrado em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, no dia 18 de junho, e transferido para presídio em Dourados dois dias depois.
Nesta madrugada, de acordo com a Agepen, uma corda artesanal foi usada pelo preso para escapar. A Agência também informou que o Conselho de Segurança já foi comunicado e forças de segurança estão em busca dele.
O posicionamento também diz que todos os procedimentos para apuração da fuga já estão sendo realizados pela corregedoria.
Quem é Luccas Abbage?
Apesar de negar, Luccas é filho de Beatriz Abagge, umas das condenadas pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, durante rituais de magia negra em Guaratuba (PR).
A prisão de Luccas foi em junho, enquanto tentava atravessar a fronteira em um veículo com os faróis apagados. O comportamento chamou a atenção dos militares que decidiram fazer a abordagem.
Os militares descobriram que ele usava documentos falsos em nome de Evandro Oliveira Ribeiro e estava foragido desde maio, após ser condenado por dois homicídios no Paraná.
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Acontece que ao conferir o CPF dele no sistema da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito), os policiais militares encontraram os mesmos dados com a foto de outro motorista, morador de São Paulo. Uma nova busca foi necessária para descobrir que o homem, na verdade, se chamava Luccas Abagge e estava foragido por dois homicídios.
Depois de encontrado, ele negou envolvimento nos crimes e chegou a acusar policiais de atravessarem a fronteira com o Paraguai para prende-lo.
Luccas foi condenado a 54 anos de prisão em janeiro de 2019 por um homicídio que cometeu em julho de 2016. Seis meses depois, pegou outra condenação, 32 anos de prisão por atirar em dois adolescentes no ano de 2015, em Curitiba (PR). Um dos jovens morreu e o outro ficou ferido.
Caso Evandro
Beatriz Abagge foi uma das acusadas de matar o menino Evandro Caetano, que tinha seis anos na época do crime. Em dezembro, ela e outros dois condenados protocolou um pedido de revisão criminal das condenações deles três pela morte da criança.
O documento apresenta um parecer que, segundo a defesa, atesta a veracidade de gravações que apontam a tortura dos suspeitos pela morte do menino durante a investigação, na década de 1990, para que eles confessassem o crime.
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