Em seis meses, mais de 2,5 toneladas de drogas foram apreendidas pela Polícia Civil em Campo Grande. Do total, cerca de 400 kg correspondem à cocaína e 2.164,980 kg à maconha, representando um prejuízo de R$ 12 milhões ao tráfico, conforme a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).
Parte da droga apreendida pela Denar. (Foto: Polícia Civil)
As apreensões foram realizadas durante operações que, desde o início do ano, tiraram de circulação entorpecentes distribuídos nas ruas e que chegam à capital até pelos Correios. Em um dos flagrantes mais recentes, um rapaz de 23 anos e uma jovem de 22 foram presos no Residencial Ana Maria do Couto, em Campo Grande.
A dupla foi detida ao receber maconha do tipo dry, que é mais potente e mais viciante, enviada de São Paulo para a capital por encomenda postal. A partir do código de rastreio, os investigadores passaram a acompanhar a entrega e identificaram como destinatário o suspeito com passagem anterior por tráfico.
Com a dupla também apreendidos 26 comprimidos de ecstasy (MDMA), com valor estimado de R$ 1 mil.
“O dry, ou ice, é derivado do haxixe, com alta concentração de THC, e também é conhecido como ‘droga dos playboys’, pelo seu alto valor. Em São Paulo, o quilo chega a custar R$ 18 mil.”
Hoffman Davila, delegado titular da Denar.
Vídeo de uma das apreensões feitas pela Denar. (Vídeo: Denar)
Conforme Davila, desde o início do ano a especializada já prendeu em flagrante 53 traficantes, cumpriu 17 mandados de prisão e 82 mandados de busca e apreensão. Além das substâncias ilícitas, foram apreendidos 12 veículos e 3 armas, com a recuperação de R$ 13.287,00 em espécie.
No período de janeiro a junho de 2025, a Denar conduziu uma série de operações, incluindo Vias Seguras, Dual, Fronteira Segura, Argos I, Argos II, Dédalos e Nárke 4. As ações resultaram na apreensão total de 2,5 toneladas de drogas.
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