Comunidade indígena pediu providências contra grupo que tenta instalar "caos", diz secretário
Grupo foi até o local instaurar o "caos" na região
Pedidos de mais segurança e denúncias da ameaças vindas de criminosos, inclusive pessoas atuantes no cultivo de maconha, haviam chegado às autoridades de segurança de Mato Grosso do Sul da parte da comunidade indígena envolvida no conflito com policiais militares ocorrido na sexta-feira (24), que teve um morto e pelo menos 9 feridos. A área fica em Amambai, município com a segunda maior reserva indígena de Mato Grosso do Sul, com 7 mil moradores, e que é limítrofe ao Paraguai, de onde vem a maior parte da maconha que é distribuída para o Brasil e outros países.
Essa informação veio do secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, que concedeu coletiva na tarde de sexta-feira para falar da situação na área de conflito. De acordo com ele, cidadãos de origem desconhecida, que podem ser brasileiros ou paraguaios, e que tem entre eles pessoas que atuam no cultivo da maconha, foram para a localidade “instalar o caos”.

Conforme Videira, o grupo queria destituir a liderança que havia sido eleita na aldeia. A ideia, afirma, era instaurar a desordem no local.
Nós temos notícia de que alguns indígenas que trabalhavam em roças de maconha no Paraguai vieram pra aldeia, buscado destituir aquela liderança que foi eleita, buscando instalar o caos ali. A região vinha pedindo o apoio da segurança e nós já havíamos disponibilizado há alguns dias”, afirmou o secretário.
De acordo com Videira, as lideranças já vinham reclamando de muitos jovens usuários de drogas, do consumo excessivo de álcool. Fatores como esses, afirma o titular da Sejusp, vinham instalando muita insegurança dentro dos próprios indígenas.
Num documento do dia 23 de maio, está registrada a queixa de violência entre os próprios indígenas, que viria de um grupo rival dos atuais líderes.
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Caso
Uma pessoa morreu e pelo menos 10 ficaram feridas, 6 delas indígenas e 3 policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, durante conflito ocorrido na manhã desta sexta-feira em Amambai, a 338 quilômetros de Campo Grande.
O confronto aconteceu depois que um grupo de cerca de 30 indígenas ocupou parte da fazenda Borda da Mata, e a Polícia Militar foi acionada para coibir crime contra o patrimônio, segundo a informação da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).
A fazenda Borda da Mata é reivindicada como território ancestral da etina Guarani Kaiowá. A área está arrendada para lavoura, segundo a gerente informou à Polícia Civil quando fez boletim de ocorrência denunciando “esbulho possessório”.
Equipes de segurança permanecem na região pois o clima é tenso. Ontem, chegou a haver dois momentos de confronto, inclusive com disparo de tiros contra helicóptero militar, conforma as autoridades.
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