Saiba quem são os 11 presos por suspeita de fraudar licitações em MS

Além dos 11 presos também foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão, nesta terça-feira (2)

Até o filho do prefeito de Rochedo foi preso, suspeito de envolvimento em uma organização criminosa especializada em fraudar licitações, investigada em uma operação “Malebolge”, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagrada nesta terça-feira (18) em cinco cidades de Mato Grosso do Sul.

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Dinheiro apreendido pela operação. (Foto: Divulgação)

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  2. Operação mira grupo que fraudava licitações acima de R$ 10 milhões em MS

Lotado na Secretaria de Administração e Finanças do município, Fernando Passos Fernandes, filho do atual chefe do Executivo do município, é um dos 11 suspeitos que foram parar atrás das grades pela força-tarefa.

Confira quem são os presos:

  • Ana Carla Benette
  • Celso Souza Marques
  • Denise Rodrigues Medis
  • Douglas Geleilaite Breschigliari
  • Fabrício da Silva
  • Fernando Passos Fernandes
  • Izolito Amador Campagna Júnior
  • Jânia Alfaro Socorro
  • Luciana Mendes Carneiro
  • Mauro Meyer da Silva
  • Renata Franco do Nascimento

A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos investigados. O prefeito de Rochedo também foi procurado, mas não deu retorno.

Empresa interditada

Durante a operação desta terça-feira (18), a Vigilância Sanitária também interditou a câmara frigorífica de uma empresa de Campo Grande, fornecedora de alimentos vencidos que seriam usados na merenda de alunos em escolas do interior. Também houve apreensão de R$ 9 mil com um dos alvos das medidas judiciais.

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Empresa interditada durante a operação. (Foto: Divulgação)

Licitações acima de R$ 10 milhões

O endereço está entre os 39 alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira nos municípios de Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos.Conforme o Gaeco, a organização criminosa estava sediada nas cidades de Água Clara e Rochedo.

Por meio de servidores públicos, a organização direcionava as licitações para beneficiar empresas participantes do esquema, mediante a elaboração de editais moldados em contratos que ultrapassavam a casa dos R$ 10 milhões.

O esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços, além de acelerarem os trâmites administrativos necessários para o pagamento de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.

Durante a investigação, o Gaeco também utilizou provas obtidas com a apreensão de telefones celulares, na Operação Turn Off, compartilhadas pelo GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção).

A operação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

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