Corpo velado em sofá é recolhido após 18h e aguarda perícia para novo velório
A família afirmou que a ausência de um documento com foto teria impedido a identificação formal da vítima.
O corpo de Kennidy Rodrigues Arruda, de 39 anos, foi recolhido por volta das 12h30 desta quarta-feira (25), cerca de 18 horas após a morte, registrada dentro da própria casa, em Cuiabá.
Segundo a irmã dele, Jane Rodrigues Arruda, a demora na remoção gerou apreensão na família, que ainda aguarda a liberação para realizar o velório.
“A médica legista vai chegar 19h30 para fazer os exames nele e liberar o corpo, para só depois disso eu ir lá no cartório e depois liberar o corpo para ter o velório”, afirmou.

Após a morte, o corpo foi mantido dentro da própria casa por mais de 15 horas, no bairro Jonas Pinheiro I, em Cuiabá. A irmã dele contou que ele passou mal por volta das 18h48, caiu no chão e bateu a cabeça. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou procedimentos de reanimação, mas o óbito foi confirmado ainda no local.
A família afirma, no entanto, que a ausência de um documento com foto — já que Kennidy portava apenas o CPF — teria impedido a identificação formal da vítima.
Ainda de acordo com ela, a situação dificultou até mesmo os trâmites para o velório. A funerária acionada teria se recusado a dar continuidade aos procedimentos por não haver um atestado de óbito, que não foi emitido justamente pela falta de identificação oficial da vítima.

Diante do impasse, familiares e vizinhos acionaram a Polícia Civil, que solicitou a presença da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Conforme Jane, por volta das 3h desta quarta-feira (25), uma equipe foi até a casa para coletar as digitais da vítima, com o objetivo de confirmar a identidade.
Como a morte ocorreu em casa e, a princípio, sem indícios de violência, sendo tratada como morte natural, o procedimento padrão prevê o encaminhamento do corpo ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), órgão responsável por identificar a causa da morte e emitir a Declaração de Óbito, documento essencial para a continuidade dos trâmites.
Em Cuiabá, o SVO funciona no Hospital Universitário Júlio Müller e é vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Entenda o procedimento
Em casos de morte natural no Brasil, o primeiro passo é a confirmação do óbito por um médico. Quando não há um profissional que acompanhava o paciente ou quando a causa não está claramente definida, o corpo é encaminhado ao SVO.
Após a análise, é emitida a Declaração de Óbito. Com esse documento, um familiar deve procurar o cartório de registro civil para solicitar a Certidão de Óbito, etapa obrigatória para a liberação do corpo e só depois disso fica viável aorganização dos atos fúnebres.
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