Criança é agredida com cabo de vassoura e vai para abrigo em Campo Grande

Padrasto e mãe foram ouvidos pela polícia e alegaram agredir garoto para "corrigi-lo"

Um menino de oito anos foi levado para um abrigo após vir à tona vídeo em que o padrasto aparece quebrando um cabo de vassoura em suas costas. A mãe e o companheiro foram ouvidos, porém, liberados.

Atenção! Imagens fortes (Vídeo: WhatsApp)

Em depoimento à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), os dois disseram que agridem eventualmente o garoto para “corrigi-lo”.

No entanto, a denúncia mostra gravações de diferentes dias, incluindo ocasião em que a vítima fica trancada para o lado de fora de casa, na chuva.

Segundo a investigação, a mulher, de 31 anos, relatou também ser vítima de violência doméstica e patrimonial, já que depende financeiramente do marido, de 40 anos.

Por isso, tanto ela quanto o filho aguardam medida protetiva contra o agressor. Apesar do relato, o menino segue abrigado até que a Justiça decida se pode voltar para guarda da mãe. A vítima também foi ouvida em depoimento especial e confirmou sofrer violência rotineiramente.

Histórico

Os vídeos foram gravados no fim de janeiro, mas a denúncia ocorreu um mês depois. No domingo (25) a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso do Sul) teve acesso ao conteúdo e acionou o conselho tutelar da região Norte.

Nesta segunda-feira foram até à casa, localizada do Jardim Noroeste, após bastante insistência, conseguiram convencer vizinhos de formalizarem denúncia por maus-tratos.

Diante das imagens e dos depoimentos, a criança foi retirada da casa. O padrasto foi encaminhado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado.

No lapso de tempo entre gravação e recolhimento do menor, ocorreu uma denúncia. O conselho tutelar chegou a ir à casa, foi constatado carteira de vacinação incompleta e, por isso, os responsáveis foram advertidos.

As agressões não ficaram comprovadas à época, portanto a criança seguiu no mesmo ambiente. Mãe e padrasto foram indiciados por maus-tratos e estão à disposição da polícia.

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Comentários (1)

  • Brígida Godoy

    Que horrível ,e ainda foram liberados