Defensoria ouve moradores após varredura no Carandiru de Campo Grande

Os depoimentos dos moradores foram colhidos por dois defensores públicos, que analisarão se ouve excessos da Polícia Civil durante a operação “Abre-te, Sésamo”

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul vai analisar se houve excessos da Polícia Civil durante a operação “Abre-te, Sésamo”, no Carandiru de Campo Grande, nesta terça-feira (6). Varredura no local terminou com 13 presos, apreensão de drogas, R$ 20 mil e dois caminhões com objetos suspeitos de serem fruto de roubo ou furto.

“Nós viemos entender como foi essa abordagem. Verificamos que aqui tem muitas crianças, gente que precisa de atendimento médico, por exemplo, e que agora está com a luz cortada. Então, nós realmente ficamos preocupados com essa situação e vamos fazer um levantamento para ver como vamos proceder”, comenta Thaísa Raquel Defante, coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria.

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Logo após a operação, moradores se queixaram ao Primeira Página que os policiais “trataram todos como bandidos”. Os relatos também foram colhidos pelos defensores que estiveram no local, nesta terça-feira.

“Nós não tivemos acesso a tudo que aconteceu, por isso viemos presencialmente para levantar esses dados, ouvir essas pessoas, fazer registros fotográficos e tomar as providências que forem necessárias”, explica o defensor publico e coordenador do núcleo criminal da Defensoria Pública de MS, Daniel de Oliveira Faleiros.

A operação

Batizada de “Abre-te, Sésamo”, a operação que “parou” a Mata do Jacinto, nesta terça-feira (6) foi resultado de 10 meses de investigação. Conforme a Polícia Civil, o Carandiru era um ponto em comum de boa parte dos crimes registrados na Mata do Jacinto e região.

Além de ser “morada” de suspeitos de furtos, roubos, tráfico de drogas e homicídios o condomínio de prédios em condição insalubre tinha até “cantoneira”, espaço destinado ao justiçamento de criminosos rivais.

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