Defensoria Pública investiga homotransfobia em centro de acolhimento

Um guarda municipal teria cometido o crime durante uma vistoria no local

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul investiga denúncia de homotransfobia em uma Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias, as conhecidas UAIFA, em Campo Grande. O autor do crime seria um Guarda Municipal, que teria forçado uma transexual a ficar acolhida com homens.

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A Defensoria Pública, por meio do Nudedh, é um dos canais para denúncias de LGBTfobia

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Segundo a defensoria, a vítima procurou a instituição e relatou que estava na unidade de acolhimento quando o agente da Guarda Civil Metropolitana, durante uma vistoria, separou as pessoas que estavam no local por gênero. Além de ser obrigada a ficar com os homens, a vítima ainda foi constrangida ao ter o nome de registro, portanto masculino, falado em voz alta pelo suspeito na frente de todos os acolhidos.

Ela detalhou na denúncia que mesmo tendo informado o seu nome social, o guarda leu o masculino para que todos escutassem, o que para ela, causou grande constrangimento.

O caso agora é apurado pela Nudedh (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos), coordenado pelo defensor público Mateus Augusto Sutana e Silva. “O Nudedh solicitará informações aos dirigentes da Guarda Civil Metropolitana sobre o ocorrido, bem como orientar sobre a necessidade de respeito à identidade de gênero e à utilização do nome social durante as abordagens”, destacou o defensor.

A notícia do crime foi divulgada na data em que se é comemorado internacionalmente o dia contra a homofobia, transfobia e bifobia, uma homenagem feita desde 2005 a retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças, o que só aconteceu em 1990.

Denuncie

A Defensoria Pública, através do Nudedh, é um dos canais para denúncias de LGBTfobia por meio do telefone: pelo número (67) 992657323.

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