Delegada relata que mulheres foram obrigadas a se prostituir para pagar “dívida” de R$ 7 mil
Vítimas foram aliciadas com promessa de emprego e salário de até R$ 5 mil no Pará; suspeito foi preso em Cuiabá
“Elas relataram que ao chegarem lá, descobriram que tinham uma dívida de R$ 7 mil referente ao translado de Mato Grosso até o Pará”, contou a delegada Judá Marcodes, sobre as vítimas aliciamento e exploração sexual de mulheres no garimpo do Pará.
Segundo a titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), as vítimas foram atraídas por um homem que oferecia vagas de trabalho como cozinheiras em um garimpo no estado do Pará, com promessa de salário de até R$ 5 mil, mas ao chegarem no local perceberam que não se tratava de oferta de trabalho.
“Elas relataram que foram contratadas para cozinhar em um garimpo, mas, ao chegarem lá, descobriram que já tinham uma dívida de R$ 7 mil referente ao transporte de Mato Grosso até o Pará. E para sair dessa condição, elas eram obrigadas a se prostituir”, contou.
A região do garimpo ficava na divisa entre Mato Grosso e Pará, em uma área de reserva indígena, o que dificultava a fuga e o acesso das autoridades. As mulheres conseguiram escapar após serem informadas de que a Polícia Federal realizaria uma operação no local.
“As vítimas chegaram à delegacia com marcas de agressão, muito nervosas e com medo. Elas narraram que saberem que a Polícia Federal chegaria no local, elas pediram para que fossem em cima do carro”, finalizou.
O caso
Um homem identificado por Thiago Tavares, de 27 anos, foi preso nessa segunda-feira (3) em Cuiabá, suspeito de aliciar mulheres de Mato Grosso com falsas promessas de emprego para depois obrigá-las a se prostituir em um prostíbulo no estado do Pará.
A Polícia Civil investiga agora se há outras vítimas em Mato Grosso e se o esquema envolvia mais pessoas no transporte e exploração das mulheres.
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